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Urna Eletrônica, um símbolo da democracia

Urna Eletrônica, um símbolo da democracia

Em meio às eleições dos Estados Unidos, o assunto do momento é a demora na apuração dos votos, por conta de tudo ser feito de uma forma, digamos, retrógrada: contando um a um os votos no papel.

Sorte a nossa que por aqui, desde 1996, temos uma tecnologia genuinamente brasileira: a maravilhosa e moderninha urna eletrônica. Vamos conhecer um pouco mais da nossa queridinha?

 

Nasce uma estrela 🌟

A urna eletrônica foi desenvolvida por uma comissão do Tribunal Superior Eleitoral apelidada de “Os Ninjas” (Nos EUA não existe um órgão como o TSE, cada estado fica responsável pela realização e fiscalização da eleição, o que complica ainda mais o processo). A comissão era assim chamada porque três pessoas que faziam parte dela tinham ascendência japonesa e agiam de forma meio misteriosa 😂

O primeiro nome dado ao aparelho foi coletor eletrônico de voto. Os Ninjas estabeleceram que a máquina teria que ser uma peça única para facilitar o transporte, precisava funcionar de forma autônoma sem necessitar ser “ligada na tomada” e, acima de tudo, precisava ser fácil de usar, afinal a intenção era democratizar o voto o máximo possível.

Desde 1996, o aparelho diminuiu seu peso de 12kg para 9kg, encolheu cerca de 20% do tamanho inicial e tem uma bateria que dura 12 horas, metade a mais do que no início. Como é transportada para o Brasil inteiro, a urna suporta todo tipo de desafio logístico, como impacto e calor. É uma verdadeira guerreirinha!

 

Hackeia a Nasa mas não hackeia a urna 🙅🏾‍♂️🙅🏾‍

A transmissão dos dados é feita de maneira rápida e segura por meio de uma rede privada do TSE, ou seja, ela não está ligada à rede de Internet que eu, você e todos nós usamos. Essa rede privada funciona de maneira independente e isolada, sendo praticamente impossível invadi-la.

Os votos são computados dentro de cada urna de maneira embaralhada e criptografada, para que ninguém consiga identificar. No final do dia da votação, o sistema calcula os votos e cria um arquivo chamado Registro Digital de Voto, que fica armazenado na Memória de Resultado, um cartão de memória protegido por um lacre especial da Casa da Moeda, o qual é impossível violar sem deixar rastros.

O Registro Digital de Voto continua armazenado em um cartão de memória dentro da urna por precaução, caso haja um problema com a Memória de Resultado.

Para invadir o sistema seria necessário invadir cada máquina individualmente. Além disso, seria necessário vencer o sistema de segurança que é feito em camadas, onde qualquer ataque gera uma reação em cadeia que faz com que a urna fique travada.

Ou seja, o risco de fraude é praticamente nulo 😱

 

Símbolo da Democracia ✊

A urna veio para que o voto realmente fosse para todos. Na época do voto impresso era necessário escrever o nome dos candidatos na cédula de votação, dificultando o processo para quem não sabia ler e escrever.

O teclado da urna seguiu o mesmo layout do teclado dos telefones, com a mesma disposição de números, pois na década de 90 quase ninguém tinha computador em casa, ninguém estava familiarizado com o famoso teclado QWERTY.

As urnas são também acessíveis para pessoas com deficiência visual, pois todas têm o sistema Braille, e seções eleitorais especiais disponibilizam fones de ouvido (com solicitação prévia) para que o eleitor receba sinais sonoros que indiquem o número e o candidato escolhido.

 

Ela é referência mundial 📸

Nas eleições de 2016, nações como Estados Unidos, França, Jamaica, México, Coreia do Sul, Peru e Rússia enviaram autoridades para conhecer e acompanhar o nosso sistema eleitoral.

No final de 2018, o TSE recebeu a visita de parlamentares da Indonésia, que manifestaram a intenção de adotar o voto eletrônico em 2024.

Já ocorrem até empréstimos de urnas para as eleições estrangeiras para países como Costa Rica, Equador, Argentina e México.

O Brasil é referência mundial no assunto, basta a nós valorizarmos nossa própria ciência e tecnologia, e na hora de usar a urna eletrônica, apertar o número correspondente à candidatos que valorizem os nossos pesquisadores nacionais.

 

 

Pra finalizar, deixo aqui o link de um simulador virtual criado pelo TSE para que quem nunca votou tenha a experiência antes do dia da eleição:

https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2020/simulador-de-votacao

Que a força do voto esteja com você! Um beijo da Maria <3

Te vejo nos comentários 👇

 

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Comunidade do Estágio
Maria Clara Martins
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Colunista Oficial da Comunidade do Estágio, é uma graduanda em Odontologia apaixonada por leitura, escrita, tecnologia e design.

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