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Era para ser a parte 2 sobre o livro Sociedade do Cansaço (virou um aprendizado!)

Era para ser a parte 2 sobre o livro Sociedade do Cansaço (virou um aprendizado!)
Renan Müller
ago. 26 - 4 min de leitura
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Passei os últimos dias pensando em como fazer a parte dois da série (clique aqui para ver a introdução) e agora iria de fato começar a falar do livro Sociedade do Cansaço. O problema é que não é uma leitura tão trivial, logo de cara o autor Byung-Chul Han já começa a fazer reflexões, citar filósofos não tão conhecidos e trazer argumentos um tanto complexos e com isso me perdi na abordagem da escrita do artigo.

Fiz todo o post tentando condensar as ideias do capítulo, explicando os termos e mantendo a ordem narrativa do livro. Acontece que depois, quando fui reler tinha errado em muito meu alvo, se estou aqui e me propus a trazer reflexões com conteúdo para o dia a dia, ancorado na realidade do universitário, meu texto acabou ficando mais chato e complicado que a maioria dos que leio na faculdade. 

Fiquei tão entusiasmado com a maneira que o livro apresentava as ideias e com os artigos acadêmicos que estava usando para consultas que esqueci que alguém teria que ler o que escrevi e, principalmente, tirar algum proveito e aprendizado prático pelo tempo empregado na leitura.

A algum tempo li um artigo sobre dicas de escritas do Stephen King, tentei achar para colocar aqui, mas não consegui encontrar, uma das dicas que ficou na minha mente é que menos é mais, não tem porque usar palavras difíceis se uma simples funciona e foi esse um dos pontos que mais errei. Erro que cometi na tentativa de trazer conteúdo genuíno, não me vem a cabeça parar para escrever um texto genérico, vazio e empobrecido de conhecimento.

Passei o dia hoje me julgando em como fui prepotente em acreditar que poderia resumir e talvez melhorar um livro que trata de conceitos filosóficos e sociais tão complexos, onde as poucas referências que encontrei sobre os temas eram de pessoas muito mais experientes, com doutorado e PhD na área.

Mas acabei lembrando que no estágio que fiz era uma situação semelhante, estava trabalhando lado a lado com pessoas com muito mais conhecimento na área que eu, elas já estavam no mercado a muitos anos, mesmo assim conseguia agregar e ajudar no processo de criação e em gerar novas ideias. Eu conseguia impactar de maneira positiva muito além do que um estágio de levar cafezinho. Nós jovens temos uma visão de mundo nova, trazemos pensamentos diferentes que enriquecem onde estamos, podemos não ter o arcabouço teórico e prático dos mais experientes, mas nem por isso devemos ter medo de dar a cara a tapa.

Não à toa Max Planck afirma que a ciência avança funeral a funeral, estamos sem os velhos vícios do mercado, citando outra citação já meio batida, dessa vez de Jean Cocteau “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez” a juventude sem dúvida nenhuma hoje tem seu espaço na sociedade, se antes a figura do sábio vinha muito com a experiência e idade, hoje quem está em posição de destaque nas mudanças tecnológicas são os recém-chegados no mercado.

Quanto a continuação da série sobre o livro, estou começando do zero, dessa vez sem querer ser uma versão menor do livro, focando na visão e vivência que nós universitários temos, trazendo menos a teoria e mais as lições que estou tirei com a leitura. Meu objetivo é trazer o conteúdo a ótica de quem está se graduando em uma sociedade que muda muito rápido e que para completar enfrenta uma pandemia no meio do caminho. Acredito que tirei alguns aprendizados dessa experiência, os quais sem dúvida irei utilizar para produzir a série de posts e também em futuros estágios e empregos. Não tem devemos nos comparar aos outros em conhecimento bruto acumulado! Que tal "apenas" fazer algo diferente?


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