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“ZOOMBOMBING”: COMO O MAU COMPORTAMENTO VIRTUAL TOMOU CONTA DAS “SALAS DE AULA”.

“ZOOMBOMBING”: COMO O MAU COMPORTAMENTO VIRTUAL TOMOU CONTA DAS “SALAS DE AULA”.
Pamella Guimarães
ago. 7 - 4 min de leitura
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Ambientes virtuais de aprendizagem não são tão novos quanto estamos acostumados, de fato. Nossa realidade foi mudada de repente e quase nos obrigou a adotar novos modos de vida, são adaptações em diversas áreas! Nosso jeito de comprar nunca foi tão online, nosso jeito de se comunicar só é recomendável online e, dentre as demais coisas, o ambiente de ensino-aprendizagem precisou, também, se adaptar às novas condições.

Muitos entraves alteram essa nova dinâmica: alunos e/ou professores com problemas de conexão, ruídos externos que atrapalham nossa concentração, aulas em horários que colidem com o trabalho de estudantes que fazem parte dos “trabalhadores de serviços essenciais”, ou até mesmo a falta de um dispositivo adequado, são exemplos de dificuldades enfrentadas pelos universitários que tentam manter seu fluxograma bem periodizado. É pra perder a cabeça, né?

E quando entre a obrigatoriedade de rápida adaptação de novas ferramentas (principalmente por parte daqueles professores alheios à tecnologia) está algo que já estamos acostumados a lidar em redes sociais? Haters, conteúdo gráfico, flood de informações e nenhum filtro para quaisquer tipos de comentários... No Facebook a gente apaga o comentário, bloqueia o usuário; no Twitter a gente silencia palavras e assuntos que não queremos ler, dentre tantas ferramentas possíveis para fazer a nossa vida virtual ser mais (como posso dizer?) saudável. Mas como fugir dos zoombombers? Sim, já tem um nome pra eles.

Lance Gharavi, professor da “Arizona State University” pode ter sido um dos primeiros professores vítimas de 'zoombombing' de uma forma nada agradável: na primeira aula dada pelo professor no semestre, um dos 150 alunos presentes projetou um conteúdo pornográfico em seu background de vídeo. O professor não havia notado, até ser notificado por diversos alunos no chat. Ele não foi a única vítima, diversos professores de várias instituições têm relatado condutas impróprias (racistas, sexistas e todo tipo de atrocidade) por parte de alguns estudantes, por exemplo.

Não sei ao certo se no Brasil já chegamos tão longe, mas por que então trazer um exemplo tão absurdo? Simples. Todo incêndio começa com uma faísca. E elas estão por toda parte: em discussões de alunos via chat; em comentários ofensivos a professores; em interrupções em momentos indevidos; até mesmo na nossa própria exaustão, que pode nos levar a um pico de stress eventualmente, e sabe lá o que faremos durante a aula... 

Estamos acostumados a dizer o que queremos na frente da tela, esse é um forte combustível e fator encorajador. Mas já paramos pra pensar que em algum momento vamos voltar a nos encontrar fisicamente? Como vamos lidar com aquele professor que preparou uma aula excelente, mas que ainda não sabia exatamente como explorar as ferramentas das plataformas, e que nos deixou tão frustrados que comentamos com todos os alunos como ele é incompetente (ou qualquer outro comentário ofensivo e desnecessário).

Será que o professor soube? Como será que ele se sentiu ao ver que a aula que ele planejou pra VOCÊ não teve a qualidade que ele julga que você merece? Como os alunos que adoram chegar tarde mesmo estando em casa vão lidar com a ex-antiga rotina quando ela voltar a ser nova?

Nossa capa será removida. E quando eu digo nossa, digo realmente nossa. Universitários. Quando nossa capa for removida continuaremos sendo vistos do mesmo jeito? Mais que isso, nos veremos do mesmo jeito? Teceremos os mesmos comentários? Seremos tão agressivos? Seremos tão relapsos? E o contrário, claro, continuaremos assíduos? Continuaremos organizados?

Todo dia é dia de se preparar para a volta, aluno da modalidade presencial! Então, meu caro, se prepare para a volta. Repense suas atitudes. O desespero de estar sempre no mesmo lugar é um grande inimigo, mas o tempo para se readaptar pode ser um grande amigo. Ainda não está tarde. Não tivemos muito tempo para lidar com o que estamos lidando, mas todo dia é dia pra nos preparar para a volta. Ela é logo ali! -- Ao menos é o que todos queremos.


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