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Quase 18: facetas e dilemas de uma jovem a beira da vida adulta

Quase 18: facetas e dilemas de uma jovem a beira da vida adulta
Mariana Fekete Oshima
set. 30 - 3 min de leitura
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A adolescência é certamente uma das fases mais marcantes. Com tantas descobertas e sonhos desabrochando, é a partir deste momento que passamos a ganhar alguma autonomia sobre nossas vidas. É o exato meio termo entre o “ser criança” e o “ser adulto”, e com a mesma carga de sonhos, vem também uma enxurrada de dúvidas.

Talvez tão complexo quanto essas mesmas dúvidas que nos permeiam a cabeça - até bem depois do ensino médio! - seja encontrar um filme que consiga conversar com uma geração jovem de maneira sensível e assertiva, sem cair nos clichês já rebatidos de algumas comédias românticas ou usar de dramalhões vazios. E Quase 18 faz isso com desenvoltura.

O longa conta a história da adolescente Nadine, que aos 17 anos e com uma coleção de inseguranças como bagagem emocional, tenta aprender a lidar com a própria companhia a partir do momento em que sua melhor (e única) amiga começa a namorar. 

No início, Quase 18 pode até parecer usar da velha fórmula da adolescente “desajeitada” que em algum momento vai passar por uma transformação visual em busca de aceitação, o que é de praxe em quase todos os longas do gênero, já desgastado. No entanto, não demora para que questões mais profundas, como traumas de infância, comparação entre irmãos e até mesmo bullying sejam trazidas à tona, e apesar do pouco tempo de tela, conduzem a protagonista ao longo de toda a sua jornada de autodescoberta e amadurecimento.

Flertando com o drama e contendo algumas gotas de um humor sarcástico, toda a personalidade de Nadine - propositalmente tímida e às vezes inconsequente - é construída em cima das coisas que lhe ocorreram, e agora reverberam como um pedido de socorro. O que para muitas pessoas pode parecer com uma adolescente tentando simplesmente “chamar a atenção”, é na verdade, puro medo da solidão e de não encontrar um propósito pelo qual lutar.

"Acho que alguma parte perturbada minha gosta de pensar que eu sou a única com problemas reais. Como se isso me fizesse especial."

Ao “perder” a única confidente para um relacionamento, sentindo-se distante da mãe e do irmão mais velho, e sem qualquer figura paterna por perto, Nadine busca auxílio na impulsividade. No fim, seu desejo (e o de todos nós nessa idade) é um só: de ser compreendida.

A todos os adolescentes, jovens adultos e até pais de adolescentes, Quase 18 é um bom retrato do mundo através do olhar jovem, porém sem jamais se tornar imaturo. Vale a conferida! (e tem na Netflix, viu?).

Referências:

- Todos os GIFs utilizados nesse texto foram retirados do Pinterest.


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