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O que você queria ser quando crescesse? O que você quer ser amanhã?

Tem um assunto que sempre vira pauta no LinkedIn, no Instagram, no WhatsApp e, eventualmente, em conversas entre amigos, porque a maioria das pessoas passou, quer passar ou ainda vai passar pela famigerada transição de carreira.

Nunca falei abertamente sobre isso por alguns motivos mas, principalmente, porque acredito que seja um processo extremamente individual, salvo algumas similaridades, e porque vivemos num país de extrema desigualdade social e econômica, então tenho total consciência de que algumas coisas me foram mais fáceis em certos momentos. 

Pois bem, hoje aconteceu uma coisa curiosa que me deu vontade de falar a respeito. Quando acordei li a mensagem de uma amiga pedindo indicação de um profissional que a ajudasse na transição de carreira porque ela não estava conseguindo avançar nesse processo e, há mais de 5 anos, ela sabe que precisa mudar porque não é feliz, mas simplesmente não consegue sair do lugar.

Tentei entender o que ela precisava efetivamente pra saber quem indicar e a resposta dela foi: “preciso de alguém que pegue na minha mão e me ajude a andar”.

Verdade seja dita: ninguém vai fazer isso por você, ninguém vai caminhar por você. Cada um já tem suas próprias histórias pra escrever. E essa é a sua.

A conversa foi avançando e ficou muito claro, pra nós duas, que a única razão pela qual ela não conseguia sair do lugar era por estar completamente tomada pelo medo. 

Medo do que as pessoas iam achar que ela tava fazendo da vida, medo de ser taxada ou rotulada por coisas que ela mesma já julgou em algum momento, medo de trocar o “certo” pelo duvidoso e o apego à essa crença de que a gente tem que ter estabilidade constante e permanente na vida. 

2020 chegou com força escancarando que as coisas não são tão permanentes assim, e nem deveriam.  

Não somos as mesmas pessoas a vida inteira, não pensamos do mesmo jeito sobre as coisas a vida inteira. E isso é viver.

Há alguns anos me vi nessa mesma posição, esperando que alguém viesse e me resgatasse daquela situação que não me fazia feliz. 

E a coisa mais valiosa que eu aprendi foi que com muita sorte, muita mesmo, você vai ter pessoas te encorajando, te apoiando e te dando todo suporte nesse processo, mas as decisões difíceis que vão te fazer sair do lugar, só você pode tomar, e sozinha. Ninguém vai nem deveria fazer isso por você.

Lá no início eu disse da minha consciência sobre as diferentes realidades, mas tem um aspecto que acredito que é mais ou menos igual pra todo mundo: a parte mais dolorida é assumir a necessidade e vontade de mudar, depois que assumimos o que a gente quer, com uma boa dose de coragem e esforço, todos têm capacidade de sair daquele ponto, ajustar a rota e chegar num destino diferente do inicial.

Então qualquer que seja o cenário atual, encare essa realidade, assuma o que você quer e comece a andar, a fazer alguma coisa pra chegar lá. Qualquer coisa conta, nada é irrelevante, tudo faz diferença.

Uma vez minha mãe me falou a seguinte frase: as pernas são suas, não permita que ninguém ande por você. Na época, ela se referia a buscar independência financeira mas, hoje, aprendi que serve pra absolutamente tudo.

Comunidade do Estágio
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