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O poder dos quietos

O poder dos quietos
Jandy Lopes
ago. 7 - 3 min de leitura
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O mundo do trabalho é fascinante, pois permite explorar nossos conhecimentos, habilidades e até mesmo compreender melhor alguns aspectos da nossa personalidade e características pessoais. Hoje eu consigo perceber isso, mas quando iniciei como estagiário, não era bem essa a realidade.

Eu sabia que eu era tímido. Na fase escolar, percebia que outros amigos tinham maior facilidade na interação com pessoas, uma comunicação e postura que chamavam mais atenção mesmo de quem estava longe. Eu tremia na base durante os seminários e muitas vezes torcia para passar despercebido nas conversas. Por outro lado, eu gostava de ouvir, tinha facilidade em unificar conceitos. Por diversas vezes, ouvi “você quase não fala, mas quando fala são coisas relevantes”.

Hoje consigo olhar para trás e compreender tudo isso, mas o processo de graduação, estágio, pós e trabalho foram ampliando a visão que eu tinha sobre minhas habilidades e potencialidades. Tive sorte em ter gestores que sinalizaram atividades que eu fazia bem (e isso diz muito sobre nossas características!) e através de feedback e mentoria também incluíram alguma dose de ousadia, por exemplo, conduzir reuniões/treinamentos. Para quem iniciou atendendo candidatos e colaboradores individualmente, conduzir treinamentos/reuniões presenciais ou online com grande quantidade de pessoas e público diverso (de colaboradores das mais diferentes áreas a líderes) me parece um grande avanço. Porém, mais do que as interações sociais, também pude perceber a importância de ouvir, colher informações para elaborar cenários, observar, perceber sutileza em coisas que não estão sendo ditas, refletir e planejar. Em geral, características atribuídas aos quietos, de acordo com Susan Cain no livro e TED “O poder dos Quietos”, aliás se você está se identificando com este texto, a leitura deste livro é libertadora.

Atuando em Recursos Humanos, uma área naturalmente voltada às Pessoas, tive a oportunidade de trabalhar em empresas que lidavam com o tema desenvolvimento humano, características pessoais e isso aos poucos foi me deixando mais confortável. Fui compreendendo que cada pessoa é diferente, temos nossas potencialidades e, claro, podemos nos adaptar, criar recursos para permitir que determinadas características não nos atrapalhem e, principalmente, cada um de nós é um ser único com habilidades e características distintas.

Por tudo isso, como #SuperMentor na #AU, meu objetivo é convidar você a refletir sobre seus “superpoderes” e contribuir na sua busca por posições em que consiga colocar em prática as características que você já conhece, mas saiba que o nosso desenvolvimento também exige uma boa dose de experimentação para irmos além do que já sabemos sobre nós mesmos, afinal somos serem em evolução.


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