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Meditação Mindfulness como remédio contra a ansiedade na era digital

Meditação Mindfulness como remédio contra a ansiedade na era digital

 

A tecnologia encurtou as distâncias, facilitou a obtenção de informações, criou nicho no mercado financeiro e já se tornou indispensável no nosso dia a dia. A gente não passa um dia sem dar aquela olhada na caixa de e-mail ou no mensageiro verde (o tal do zipt zupt). Mas a realidade que se esconde por trás de tantas facilidades e benefícios trazidos pela inovação da informática é diferente, e em alguns casos catastrófica.

Nesse artigo vou te mostrar alguns dos malefícios causados pelo excesso de uso da tecnologia e como a meditação pode auxiliar na redução dos danos causados por este problema.

 

Respira fundo e vem comigo!

 

 

O primeiro problema que assola a vida de alguém que está a todo momento conectado é o falso senso de urgência. Com mensagens e notificações chegando como uma avalanche no seu smartphone você obviamente vai estar sempre checando.

 

 

O ônus reside no excesso dessa repetição. Nosso cérebro, num cenário como esse, começa a encarar todas notificações como sendo de igual importância. Ou seja, tudo ou é prioritário ou é irrelevante, e assim nós não conseguimos tratar cada nova notificação com a devida importância.

Isso acontece naturalmente quando esperamos aquele e-mail importante, feedback decisivo ou resultado daquela prova. O filtro de urgência vai embora e nossa cabeça funciona ativamente como se estivesse nos 45' do segundo tempo, um tudo ou nada a cada instante.


 

Esse mau hábito se não observado e gerenciado pode se tornar um forte gatilho para a ansiedade, que em termos gerais é uma reação de proteção do corpo nos deixando alertas. A ansiedade não é em si um problema, já que vem a ser uma resposta natural do cérebro a certos estímulos, mas ela deve ser considerada se de alguma forma atrapalha a sua vida, e a partir disso tratada. 

Sabemos que existem diferentes tipos de ansiedade e sintomas, mas aqui vai uma lista de alguns dos sintomas psicológicos mais comuns, sendo eles:

- Dificuldade de concentração
- Preocupação excessiva
- Medo constante
- Evitar lugares e/ou pessoas
- Nervosismo 

Normalmente eles são acompanhados de sintomas físicos, sendo alguns deles:

- Coração acelerado
- Dificuldade para respirar
- Fala acelerada
- Tontura e sensação de desmaio
- Tensão 

A lista é grande, e pode ficar ainda maior dependendo da pessoa afetada, pois a ansiedade pode ser desencadeada por fatores como traumas, predisposição genética e outras doenças.

 



Mas agora você deve estar se perguntando: como essa tal meditação pode me ajudar na luta contra a ansiedade?

 

E é agora que vem as dicas de como fazer isso.

 

Respira fundo (mais uma vez) e leia compassadamente.

Pra começar é importante ressaltar que a meditação mindfulness é apenas uma dentre as muitas meditações existentes. Ela consiste, basicamente, na prática da atenção plena através da observação de sensações externas e internas, fazendo assim com que você tenha cada vez mais consciência do momento presente e se desapegue de pensamentos intrusos (que não estão no presente).

Essa é a forma como podemos utilizá-la como arma contra a ansiedade já que a dita cuja arrebata nosso foco, atenção e pensamentos do presente e os coloca num futuro imaginário e caótico. A prática desta meditação te traz de volta para a realidade do presente.

 

Então aqui vão algumas dicas para você começar a praticar a atenção plena, segue o fio.

 

De primeira não é necessário fazer a pose de meditação dos monges (posição de lótus). Isso não interfere no resultado da prática e o recomendado no início é fazer sentado ou deitado, para que você se sinta numa posição comum e confortável. Mas se você se sentir confortável nela tudo bem, vai fundo :)

Agora que você encontrou a posição adequada aí vem o primeiro desafio...

 

Respirar profundamente

 

 

Esse primeiro passo é necessário para que você tome consciência do que o seu corpo está fazendo a todo instante, mas por conta da ansiedade a gente acaba ignorando esse movimento natural e necessário para a nossa vida. E, logicamente, a cada respiração profunda você pode fechar seus olhos, gentilmente.

A medida que você se aprofunda nesse processo de inspiração e expiração você explora as múltiplas sensações por ela proporcionadas (a temperatura do ar ao entrar e sair, o movimento do abdômen, dos ombros, etc).
É importante dizer: a respiração é sua âncora. 

Ao avançar para os próximos níveis caso você se perca em pensamentos, sensações ou fatores externos, volte de forma gentil o foco da sua atenção para a respiração. 

Depois desse nível de respiração profunda e observação de sensações internas nós vamos para a observação dos fatores externos.

 

Ainda com os olhos fechados e a respiração acontecendo você direciona calmamente seu foco para as coisas à sua volta. Pode ser a temperatura do vento ao tocar sua pele, a forma e a rigidez do local onde seu corpo está apoiado, sons mais perto e também distantes - há uma infinidade de coisas para se observar.

E o mais importante: caso você desfoque seja gentil consigo mesmo e volte a sua atenção com sutileza para sua respiração e depois para aquilo que quer observar.

 

 

Essa prática ao se tornar um hábito tem alguns benefícios como a autoaceitação, foco, reconhecimento de gatilhos, identificação de padrões emocionais e outros tantos que eu ainda quero descobrir - e tô tentando.

 

Bom, pra finalizar este artigo deixo como recomendação uma série que explora a mente e que tem um episódio dedicado especialmente para a meditação mindfulness. 

Segue o trailer:

 

#AUInfinitoEAlém :)

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Ely Andrade
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