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Mandala Lunar: Um método para o autoconhecimento feminino (Parte 1)

Mandala Lunar: Um método para o autoconhecimento feminino (Parte 1)
Juliana Portela
ago. 13 - 4 min de leitura
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A Lua é a filha perdida da Terra. Nos tempos em que o planeta não passava de um caldeirão, constantemente assolado por erupções vulcânicas, abalos sísmicos e chuvas celestes, foi catapultada por um meteoro até o Espaço, d'onde fica a nos mirar e influenciar. Mitologias à parte, não podemos negar que a Lua tem um grande poder de influência, seja sob as marés, as seivas das árvores ou de nós, afinal, além de sermos 70% água, nosso ciclo menstrual dura 28 dias, assim como o ciclo lunar. 
Para cada fase da lua é atribuído um arquétipo (se não estás habituada com esse termo, dê uma olhada na minha postagem anterior
sobre o arquétipo da Mulher Selvagem para ficares esclarecida). 

A lua crescente está associada ao arquétipo da Donzela e corresponde à fase pré-ovulatória do ciclo menstrual. Neste período, estamos com uma energia mais juvenil, desabrochando como flores na primavera, abertas para o novo. É um momento propício para mudanças de hábito, para pôr em prática o insight da fase interior ou começar um projeto. Nos sentimos independentes e com força vital elevada. 

Já a lua cheia está associada ao arquétipo da Mãe e corresponde à fase ovulatória do ciclo menstrual. É um período de energia expansiva, no qual nos sentimos mais sexualmente ativas, criativas, comunicativas. É tempo de nutrir, cuidar e acolher. 

Para as mulheres-bruxas, a lua minguante é interessantíssima pois ela traz o arquétipo da feiticeira e corresponde à fase pré-menstrual. É um período de tensão e irritabilidade, em que ficamos muito sensíveis — a famigerada TPM nos assola. Mas também é um momento propício para o recolhimento, para a introspecção, pois a distância entre o consciente e o 
inconsciente diminui e dessa forma podemos iluminar nossas sombras, gerando um grande autoconhecimento acerca de partes de nós que usualmente não vem à tona. 

Por fim, a lua nova está associada ao arquétipo da Anciã e corresponde à fase menstrual. É o nosso momento de morte-renascimento. Nos recolhemos completamente para limpar tudo aquilo que não nos cabe mais. É
tempo de desapego e transformação interna, de meditação e autocuidado. O arquétipo de Anciã traz a sabedoria de quem já viveu
todo o ciclo e se prepara para fenecer e deixar pra trás o passado, para assim renascer defronte ao presente, pronta para um novo ciclo. 

Antigamente, as mulheres das aldeias tinham seus ciclos sincronizados entre si e com a lua externa, no entanto sua lua interna pode não ser sincronizada com a lua externa, e é aí que entra a Mandala Lunar!
 Ela é forma de monitoramento das suas energias. Conhecendo seu ciclo, você tem consciência sobre seu estado tanto físico, mental e espiritual ao longo do mês, e com essas informações você pode escolher qual período é mais propício pra você marcar uma reunião social ou para iniciar um projeto, enfim, se organizar e se planejar de forma que você consiga dar
o melhor de si em todas as situações. 

Minhas leitoras e leitores, vocês vão ter de me perdoar, mas vou dividir esse post em dois.  Achei pertinente explicar os arquétipos associados à cada fase da Lua antes de ensinar-vos como fazer a Mandala Lunar, para termos uma melhor noção de como somos diferentes em cada período do mês. 

No próximo post trarei um desenho da Mandala para download e ensinarei como usá-la para autoconhecimento! Nos encontramos semana que vem! 

 

 


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