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Quem é a Mulher Selvagem e como entendê-la pode nos ajudar.

Quem é a Mulher Selvagem e como entendê-la pode nos ajudar.

No livro Mulheres que correm com os lobos, Clarissa Pinkola Estés discorre sobre o arquétipo da Mulher Selvagem, também
referido como La Loba ou La que sabé. Para um melhor entendimento, cabe uma elucidação sobre o que são arquétipos. 

Termo criado por C.G Jung, psicólogo analista, os arquétipos são conjuntos de imagens primordiais que habitam o inconsciente
coletivo universal, resultantes de experiências que transpassam gerações. É um conhecimento ancestral que temos incubado dentro de nós e que podemos desenvolver mesmo sem a consciência de que o estamos vivenciando, pois cada arquétipo tem características psico-comportamentais passíveis de identificar em nosso próprio comportamento. Um exemplo clássico de arquétipo
é o Herói e uma pessoa que está vivenciando a jornada do Herói tende a pensar que pode resolver todos os problemas — os seus e os dos outros, sente um desejo de ação muito grande e é movido por um grande ímpeto. É positivo e até glorioso contanto que a pessoa que está sob a influência do Herói meça seus esforços a fim de não se desgastar e ''viver às custas'' do arquétipo.

Dito isto, nos voltamos à Mulher Selvagem, esta força arquetípica que reside na base do feminino e que recusa ser domesticada
ou oprimida. Durante anos a sociedade patriarcal a demonizou, caçou e tentou aniquila-la, como é o exemplo das caças às bruxas, 
que cruelmente perseguiu e executou milhares de mulheres por mais de 5 séculos. No entanto, esses esforços não foram suficientes
para matar La loba, pois ela reside no âmago de toda mulher e basta tomarmos consciência dela para iniciar um caminho de autodescobrimento.
A Mulher Selvagem é intuitiva, criativa, leal, sagaz; tem de forma inata poderes de cura e autocura, de morte e renascimento, pois é
cíclica e cônscia disto. Ela viceja e cresce como uma árvore que impulsiona sua seiva até o mais alto firmamento. Tem segurança em transmitir seus pensamentos e ideias e não deixa-se ser suprimida. 

Entender a Mulher Selvagem que reside dentro de nós é recuperar a psique instintiva, é acessar a sabedoria de todas as mulheres que viveram desde o início do mundo. Sem ela, nos sentimos frágeis, hesitantes, desgastadas.
Mas quando a buscamos, ocupamos nosso corpo com confiança e integridade,
nos adequamos ao nosso ciclo e estamos prontas para amar — a nós mesmas e a todos. 

Uma estratégia para despertar a Mulher Selvagem através do autoconhecimento é fazer uma Mandala Lunar.

Mas falarei sobre ela no próximo post! 

Até semana que vem! 
 

Comunidade do Estágio
Juliana Portela
Juliana Portela Seguir

Colunista oficial da AU, fotógrafa e graduanda em Som e Imagem.

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