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Inteligência Emocional: Vulnerabilidade e Inovação

Inteligência Emocional: Vulnerabilidade e Inovação
Giovanni Justi
jan. 19 - 3 min de leitura
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Tudo que eu e você queremos é viver uma vida corajosa, inovadora e plena. Arrisco dizer que todos temos esse anseio. Talvez, cada um traduzirá essa vontade de uma forma, talvez "sucesso" tenha uma definição diferente entre os indivíduos. Mas, no final, todos queremos o sentimento de que nossa vida não é apenas uma sucessão de acontecimentos, mas de que estamos, a cada degrau, trilhando nossa própria caminhada.

 A fonte de inspiração para esse texto foi o livro "A Coragem de Ser Imperfeito", da autora e pesquisadora americana Brené Brown. E gostaria de citar uma frase repetida por ela em momentos de tensão:

 

                       "Dê-me coragem para aparecer e deixar que me vejam".

 

Pode parecer simples, mas gostaria de te convidar a pensar nas vezes em que, em uma reunião ou conversa, você gostaria de dar uma ideia, expor um pensamento, ou até apresentar um ponto contrário, mas preferiu se omitir, por pensar "quem sou para falar isso?" ou "minha ideia não é boa o suficiente" ou ainda "certamente ninguém está interessado no que eu tenho a dizer".

Muito provavelmente você já deve ter se deparado com uma situação como essa, e tudo bem! Você acaba de ser apresentado a uma característica, na minha opinião, quase tão humana quanto fome ou sede, a vergonha. Não por que isso seja algo que faça parte de nossa essência, mas por que faz parte de nossa sociedade.

A autora discorre sobre sua pesquisa e nos apresenta o paradigma da escassez, vivemos em uma sociedade em que, o que temos, nunca será o suficiente. Nunca seremos inteligentes, bonitos, jovens, velhos, ricos, e, falando sobre algo bem pessoal, nunca terá lido livros o suficiente. Não importa o quanto busquemos completar essa "lacuna", sempre nos será apontado que algo nos falta.

As experiências que vivemos na sociedade de escassez moldam em nosso cérebro a vergonha. A inquilina inconveniente, que começa a plantar uma série de sementes, sementes que nos dizem que não somos bons suficiente, que nos falta e que por isso não devemos inovar. 

Isso é uma barreira para qualquer objetivo, em qualquer área de nossas vidas. Todas as barreiras que precisaremos transpor, a vergonha estará lá para nos lembrar o que nos falta.

 A chave para transformação parece simples, e de fato é, mas contraria ao que estamos acostumados. A libertação está  em abraçar nossas falhas, ver a falta como uma oportunidade de crescimento. Devemos arriscar! Ainda  que não tenhamos lido todos os livros, feito todos os cursos ou existirem pessoas melhores do que nós. Nossas dores nos lembram que somos humanos, aquilo que não dominamos nos lembram uma das maiores dádivas que recebemos, a capacidade de aprender.

Caro leitor, termino esse texto de convidando a abrir sua gaveta e procurar o projeto que anda esquecido e postergado, aquele que, por medo  ou insegurança, você tem adiado. Vá sem medo para a arena da vida, por que só aparecendo e permitindo que nos vejam é que poderemos caminhar para a inovação. 


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