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Erros, autocrítica, auto cobrança e... auto perdão: aquilo que nos torna humanos

Erros, autocrítica, auto cobrança e... auto perdão: aquilo que nos torna humanos

Se tem um caminho o qual o isolamento social nos conduz é o da reflexão. Não somente a respeito das pessoas ao redor e do mundo, mas principalmente a respeito de nós mesmos, enquanto seres humanos. De uma hora para outra nos vimos trancafiados em casa por uma questão de saúde pública, e a saúde mental, por tantas vezes - e erroneamente - deixada em segundo plano ou esquecida em meio a outras preocupações, acendeu seu sinal de alerta desde que a vida desacelerou por conta de um vírus pandêmico.

No entanto, engana-se quem pensa que o isolamento é somente físico. Longe de tudo e de todos, nos fechamos dentro de nossas mentes, e para muitos, foi a primeira vez lidando com as próprias emoções

Cercados de incertezas, mergulhados em uma rotina completamente diferente e como seres adaptáveis que somos, aos poucos aprendemos a lidar (cada um a seu modo) com a nova realidade. Porém, da mesma maneira que somos adaptáveis, somos também sociáveis, e a falta de contato com as pessoas e com os velhos hábitos, junto ao medo do desconhecido, não tardou a nos levar a introspecção, e consequentemente a ter que encarar de frente nossas próprias fragilidades (o que diga-se de passagem, não é nada fácil).

 

CONTROLE X LIMITE

Para um mundo tão veloz, em que todos parecem estar em uma espécie de competição silenciosa o tempo inteiro, parar por conta de um fator que foge ao nosso controle, é sem dúvidas, assustador.

E é exatamente aí que entram sentimentos como a autocrítica e a auto cobrança.

Autocrítica porque perdeu um emprego, auto cobrança porque precisa conseguir um emprego. 

Autocrítica porque seu nível de produtividade caiu, auto cobrança porque você tem prazos e precisa cumprí-los.

Autocrítica porque as pessoas que você segue no Instagram estão se exercitando todos os dias ou fazendo mil cursos durante a quarentena, e você não é como elas, auto cobrança porque você acha que precisa ser como elas…

A lista é infinita, e com certeza vamos nos identificar com ela em algum ponto. O ponto crucial aqui não está nos sentimentos em si, mas no que eles provocam.

Ainda que inconscientemente, temos a mania de achar que controlamos tudo, e caso o mínimo detalhe escape ao nosso domínio, nos desequilibramos e corremos o risco de cair na velha síndrome do impostor, tomados pela onda da culpa. Trata-se de um ciclo vicioso, exaustivo e tóxico, capaz de acometer qualquer um.

Mas, precisamos nos lembrar que diferentes das máquinas, que estão programadas sistematicamente para executar suas funções (e ainda assim podem dar bug de vez em quando!), nós somos humanos.

Não somos e nunca seremos livres do erro, e ainda que ter as coisas á vista no horizonte seja benéfico muitas vezes, é simplesmente impossível ter o controle de tudo.

Sobretudo nesses momentos de nebulosidade, a última coisa que precisamos fazer conosco é nos levar ao limite físico e mental. Independente da causa, você é antes de tudo humano e sua integridade IMPORTA.

Portanto, antes de traçar mil metas ou se prostrar em nome da culpa, lembre-se de que você não possui qualquer obrigação de jamais falhar e que mais importante do que parecer perfeito, é aprender com os próprios erros, não se cobrar demais, e é claro, se perdoar.

Seu corpo e sua mente agradecem.

Referências:

- Todos os GIFS utilizados ao longo desse texto foram retirados do Pinterest.

Comunidade do Estágio
Mariana Fekete Oshima
Mariana Fekete Oshima Seguir

Futura publicitária, apreciadora de boas histórias e escritora de corpo e alma. Apaixonada por livros, e mais apaixonada ainda pela possibilidade de tocar pessoas com palavras.

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