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A animação que todo (novo) animador viu

A animação que todo (novo) animador viu
João Vitor Muniz Buarque
jul. 25 - 3 min de leitura
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"A Viagem de Chihiro" ("Sen to Chihiro no Kamikakushi", no original em japonês), de 2001, não é apenas uma animação, é um legado. A obra de Hayao Myiazaki, do Studio Ghibli é, pelo que percebo, uma obra na qual todos os animadores dessa nova leva que desde os anos 2000 vêm se formando, que começam (ou começaram) a trabalhar, viram quando mais jovens. 

E eu não sou exceção. Meus pais me mostraram a animação em um DVD que compraram, e eu já havia visto algo sobre o filme na já encerrada Revista Recreio. Talvez "A Viagem..." seja o equivalente, só que em uma escala maior, ao filme "Meu Amigo Totoro" ("Tonari no Totoro"), de 1988, também de Myiazaki e de seu estúdio, o Ghibli, que com certeza também influenciou muitos animadores na época, hoje mais experientes. 

Tudo em "A Viagem de Chihiro" é feito com primor. O Studio Ghibli, que migrou da animação tradicional para a digital, através do software japonês de animação Toonz (agora, que foi aberto ao público de forma gratuita, conhecido como Open Toonz), que mistura animação 2D tradicional com digital, mostra, ainda em seus filmes atuais, que ainda é possível fazer filmes 2D que marcam.

Fazer uma animação 2D, ainda mais sendo uma mistura de lápis e papel com digital, é trabalhoso, porém dá um resultado primoroso. A trilha sonora de "A Viagem...", de Joe Hisaishi, é um ponto muito alto, que junto com as cenas, torna a experiência completamente "mágica", por falta de palavra melhor (a cena da Sexta Estação, junto com a música de fundo, é algo tristemente nostálgico). 

A estória, centrada em Chihiro, consiste, sem spoilers, em ela salvar seus pais, em um mundo de magia e seres do folclore japonês para que possam voltar ao seu mundo (o nosso). É uma estória onde é tudo tão fluído que não se sente o impacto de culturas, onde a japonesa está inteiramente enraizada na obra (desde os seres até a gramática). Talvez seja correto dizer que o tema central do filme seja amadurecimento; onde Chihiro, de 10 anos, está se mudando para uma cidade nova, sem seus amigos, e tudo que lhe acontece durante sua jornada serve para que ela amadureça como pessoa e mulher.

É um filme que é um pilar para os animadores que entraram no mercado nos últimos anos ou que, assim como eu, irão entrar. Mas não se enganem: qualquer um, em qualquer idade, pode se encantar com essa animação que marcou a história do cinema universal. 


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