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Vai muito além de um processo seletivo

Vai muito além de um processo seletivo
Giovanna Durães
ago. 1 - 2 min de leitura
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Ser umx universitárix em busca de estágio coloca-nos em uma espiral de emoções. Com tanta coisa acontecendo — estudos, trabalho, extensões, projetos e diferentes funções —, ficamos extremamente focados em nossos objetivos e acabamos esquecendo da importância dos nossos processos

Hoje cheguei ao fim do meu primeiro processo seletivo. Por coincidência (ou não), ele aconteceu na plataforma da AU e foi uma experiência muito transformadora. Nunca imaginei que poderia aprender tanto durante uma trilha que, na teoria, estava ali para avaliar minhas capacidades e julgar se eu era digna ou não de avançar para a próxima fase. Sempre imaginei que meu primeiro processo seletivo seria um daqueles negócios chatos em que eu me sentiria pressionada, tensa e desconfortável. Porém, na realidade, senti-me como numa sala de aula. Absorvi conhecimento, troquei experiências, conheci o novo, aprendi. Tudo isso me deixou encantada e reflexiva por alguns dias.

A sensação de ser julgado e avaliado, geralmente, nos trava. A partir desse momento, só conseguimos pensar: "Eu estou sendo avaliado, não posso errar". Esse frase nos aprisiona, nos obrigando a tentar ser o que, na verdade, não somos, nem nunca seremos: perfeitos. Ela nos faz esquecer que deveríamos estar ali para aprender. Quando nos damos conta de que estamos usando aquela oportunidade de forma errada, mais preocupados com o resultado final do que com o aprendizado (verdadeiro benefício para nós), levamos um choque de realidade. De repente, quando finalmente enxergamos aquela oportunidade pelo que ela verdadeiramente é, nos permitimos dar nosso melhor, ser nós mesmos, entregar ali o que queremos, sem forçar uma "intenção" e um "objetivo" que não nos pertence. Sem cobrança, sem injustiça com nós mesmos.

Ao vivenciar esse turbilhão de sentimentos, perdemos a noção ampla da vivência universitária e da própria busca. Deixamos de lado a procura pelo saber, pelo conhecimento, pelo novo e, especialmente, pelo nosso próprio caminho. Quando focamos mais do que deveríamos no fim, acabamos esquecendo de todas as riquezas que podemos adquirir até chegar lá. Já diziam as vovós: "a vida é o caminho". Você deve se permitir vivencia-lo, admirando quem você é, sem comparações, sem autossabotagem. Você está ali, merece estar ali e, sem dúvida, vai muito mais longe.


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