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“Um Senhor Estagiário” — 5 lições do filme para sua carreira

“Um Senhor Estagiário” — 5 lições do filme para sua carreira

Você consegue se imaginar na situação de um aposentado retornando ao mercado de trabalho?

Comecei assistindo esse filme com esse pensamento: "Como eu seria no lugar dele? Como as pessoas iriam reagir quanto a isso? Como eu poderia fazer pra recepcioná-lo da melhor forma? Como foi o processo seletivo"? A mente voou.

Sabemos que um novo emprego pode ser um grande desafio, especialmente para alguém aposentado.

O filme é aquele tipo que você vê várias vezes de tão agradável que é.

Hathaway interpreta uma mulher empreendedora que está entrando num universo profissional rodeado de preconceitos, principalmente masculinos.

Robert de Niro está no papel de um viúvo de 70 anos um ex executivo, que descobre que a aposentadoria não é tudo aquilo que esperava e entediado deseja voltar a trabalhar, sentindo que ainda tem muita energia pra gastar.

Ele vê o anúncio de uma empresa contratando Estagiário Sênior e imediatamente se candidata.

Aprovado, este Senhor Estagiário inicia sua experiência no meio do time da Geração "Y" (nascidos entre a década de 80 até meados dos anos 90: impacientes, imediatistas, realizaram muitas tarefas ao mesmo tempo e superconectados com o que acontece no mundo).

A empresa é uma startup, criada por Jules Ostin (Anne Hathaway), um site de vendas de roupas que, apesar de ter 18 meses, é um grande sucesso, empregando centenas de funcionários. 

Sua equipe é super descolada, com grande domínio da tecnologia e todos parecem gostar do que fazem. Até a gente fica querendo trabalhar nessa startup, pelo ambiente agradável, visual descontraído onde a relação de trabalho é leve e harmoniosa. 

E é nesse lugar que Ben começa a trabalhar e de cara já chama a atenção pelo seus trajes e por não saber ligar um computador. Entretanto, sua experiência, paciência, eficiência e muita observação vão fazer com que todos passem a admirá-lo e ele torna-se indispensável para a empresa e para a sua fundadora Jules.

Apesar do seu jeito sério e conservador, logo ele conquista os colegas de trabalho e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo, dividindo com ele inclusive seus dilemas familiares. 

O destaque não é sobre o choque de gerações e sim a troca de aprendizagens. Além de proporcionar um bom momento de entretenimento, o filme também apresenta diversas lições que podem ser aplicadas na vida pessoal e profissional:

  1. Sempre é tempo de aprender

No novo ambiente de trabalho ele enfrenta os desafios de recomeçar e com sua experiência e modo de ser conseguem vencer os desafios que se apresentam. Ben teve que lidar com limitações de idade e preconceito das pessoas com a terceira idade, entretanto não desanimou e soube usá-las a seu favor. É um bom exemplo para as pessoas que querem retornar aos estudos ou ao mercado de trabalho, mas sentem receio devido a idade. A troca de experiências vem de ambos os lados e todos saem ganhando.

2. Prejulgamentos

Não se baseie em achismos, eles podem atrapalhar as suas relações. No início, Jules estranha seu estagiário e até acontece um preconceito, mas aos poucos ele vai conquistando a sua confiança. 

3. Seja autêntico

Os investidores duvidavam da capacidade de Jules porque ela não se encaixava na visão que tinham de alguém capaz de comandar uma empresa em crescimento. Enquanto isso, a personalidade de Ben era considerada por muitos como sendo careta ou antiquada. Outro fator é a honestidade do personagem que assustava muitas pessoas. 

Ben manteve-se fiel aos seus princípios, autêntico e verdadeiro, sem jamais se tornar desrespeitoso ou mal educado. Com isso, o longa mostra como a honestidade é fundamental, mas que ela não deve ser usada como desculpa para ferir ou magoar as pessoas. O seu bom exemplo acabou influenciando até o comportamento dos colegas. 

4. Autoconfiança

A autoconfiança de Ben era percebida e valorizada pelo seus colegas. Ele também ajudou Jules a perceber seu próprio valor e assim ela conseguiu voltar a acreditar em si mesma. 

5. Empatia

O bom entrosamento de Ben à equipe foi possível porque cada um dispôs-se a compreender e ajudar-se mutuamente. É uma característica importante para um bom líder. Jules não deixa o título ser mais importante. Ela trata com respeito, elogia, chama atenção quando necessário e pede desculpas sem medo. Nesse modelo de liderança, os funcionários se sentem mais confortáveis para expressar suas opiniões e colaborar para o sucesso do empreendimento. 

Ben é um estagiário. Mas com todas as experiências que a vida lhe proporcionou, ele pode usar como ferramentas de atuação como um líder, usando tudo o que aprendeu ao seu favor. Essa análise é necessária diante de um cenário atual onde contrata-se pela experiência técnica e demite pelo comportamento (hard skills x soft skills).

Vale a pena assistir! 

E se assistiu... me deixe saber o que achou ⬇️

Até a próxima!

referências: temperosdavida

 

 

 

Comunidade do Estágio
Thaís Martins
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Graduanda em Gestão de Recursos Humanos e Colunista oficial da Comunidade do Estágio. ____________________________________ 📩 thaiss-martins@hotmail.com LinkedIn: Thaís Martins

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