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The Social Dillema, OUR Social Dillema.

The Social Dillema, OUR Social Dillema.

Na última semana muitas pessoas em diferentes redes sociais têm comentado o novo documentário da Netflix, The social dillema/ O dilema das redes, e as reflexões que obtiveram através dele. A partir desse estímulo, resolvi assistir e tirar minhas próprias conclusões. Tudo que posso adiantar é que o documentário é extremamente necessário e alarmante para nossa geração e para as anteriores/futuras.

A produção traz vários profissionais que tiveram cargos de alto impacto em empresas como Google, Facebook, Twitter, entre outros, e especialistas do ramo educacional para mostrar como os códigos das redes sociais foram criados (por eles, inclusive) para prender o usuário, para manipular a forma como vemos o mundo, uma perspectiva a favor dos anúncios pagos.

Uma das primeiras reflexões é de que nós e nossos dados são o produto. A utilização dos sites é “gratuita” para os usuários, enquanto o lucro vem de anunciantes que pagam para que as pessoas sejam induzidas a consumir seu produto e durante esse processo milhares de dados são armazenados. Nem a propaganda, nem a acumulação de dados é regulamentada, logo não há qualquer tipo de controle sobre como/por quem/para quem essas informações serem consumidas/utilizadas.

Outro ponto interessante é como o algoritmo personaliza a experiência do usuário, como ele sugere e mostra conteúdos baseados no nosso comportamento, no que foi consumido anteriormente, na psicologia humana. E isso não é necessariamente bom, uma vez que nossa realidade pode ser facilmente inclinada a partir disso.

Como exemplo, o documentário aborda o problema de teorias de conspiração em uma eleição. O sistema reconhece quais são e quantas são as pessoas que consomem conceitos como da terra plana e outros, e com isso, consegue sugerir que consumam outros tipos de hipóteses, sejam elas reais ou fictícias.

O grande problema é este, as informações podem ser amplamente disseminadas sem qualquer filtro de verdade.

As pessoas estão perdendo o senso comum, estão desacreditando de informações comprovadas há anos. Estamos vivendo na era da desinformação e isso é preocupante.

Aposto que você já se perguntou como outros indivíduos não enxergam as mesmas ideias que você, que estão ali na “cara” de todo mundo nas redes sociais e de notícias. E a resposta é simples, eles não vêm, o algoritmo mostra os conteúdos baseado no que a pessoa consome, independentemente de qualquer coisa.

Outro ponto são as notificações e os padrões de beleza impostos. As notificações foram criadas para que o usuário seja estimulado a continuar ali rolando a tela, a cair na tentação enquanto fazemos outras atividades.

Já os padrões de beleza, impostos sem qualquer precedente e em larga escala, tem aumentado o numero de casos de ansiedade, depressão, suicídio e cirurgias plásticas no mundo inteiro. Aposto também que você já deve ter notado a quantidade de pessoas que realizaram rinoplastias e lipoaspiração nessa pandemia, não?

A questão do documentário é tornar os algoritmos mais humanizados, há uma preocupação com a inteligência artificial dominar postos de trabalho, mas não há consciência em como ela atinge as fraquezas dos seres humanos. A IA, segundo a produção, já controla o mundo, só que de forma sutil, leve e quase imperceptível.

Eu, particularmente, fiquei bastante tocada pelo assunto. É imprescindível ter essa noção de quanto da nossa vida estamos gastando online, qual a nossa pegada digital e qual as consequências disso. Super recomendo, assistir e refletir!

E se você já viu, me conta aqui o que pensa a respeito.

Comunidade do Estágio
Mariana Ferreira Zanotto
Mariana Ferreira Zanotto Seguir

Colunista da AU, estudante de Engenharia Mecânica e recém-formada em Engenharia de Petróleo. Apaixonada pelo aprendizado constante, pessoal e profissional.

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