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THE MIDNIGHT GOSPEL: 10 LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER COM CLANCY GILROY

THE MIDNIGHT GOSPEL: 10 LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER COM CLANCY GILROY
Pamella Guimarães
ago. 15 - 9 min de leitura
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Fala, universitAUrios!

 

Minha coluna de hoje vai falar um pouco sobre uma das melhores séries da atualidade: The Midnight Gospel, uma animação dos mesmos criadores de A Hora de Aventura e, se isso é capaz, TMG é ainda mais louca! Mas não, não é um resumo e nem vou propor aqui uma reflexão sobre meditação, espiritualidade e filosofia – muito embora este seja o cerne central da série e, portanto, um plano para uma publicação futura.

 

 

Mas, analisando a série, episódio por episódio, quero focar no protagonista: Clancy Gilroy. Somos tantos e temos tanto em comum e, a cada episódio, sempre que Clancy aprende algo novo, aprendemos junto com ele. Além do que já era inerente à característica do personagem.

 

Sendo assim, vamos conhecer um pouco o protagonista. Spoilers vão acontecer, mas vou evitar ao máximo, prometo! Então vamos lá: Clancy é um humano que cansa de viver na Terra e se muda para “Faixa” junto de sua companheira cósmica, Charlotte (uma espécie de cachorra com uma fenda especial na barriga), para uma dimensão futurística. Seu objetivo é ser um “spacecaster”, ou seja, um podcaster do espaço. Mas ele não tem nenhuma grana, de forma que sua irmã é quem garante o capital inicial para o início desta empreitada com o que ele precisa: Um simulador planetário. É aí onde começamos nosso aprendizado, em que listei 10 coisas que podemos aprender com o simpático protagonista roxinho:

 

  •  SEJAMOS FIEIS AO NOSSO PROPÓSITO

Quando Clancy pede um empréstimo à sua irmã, promete pagar de volta com o dinheiro que ele imagina arrecadar com as receitas que o spacecast vai gerar. Mas é aí que está: ele só tem um inscrito em seu canal, e já deixa claro nos primeiros episódios: “você é tudo pra mim”. E realmente é. Aquele único fã inscrito é o combustível pra continuação da empreitada do protagonista durante todo os episódios.

 

 

  • CUIDEMOS DE QUEM NOS APOIA

Em dado momento, Daniel (seu único inscrito) quer tomar sorvete e não consegue nenhum lugar para realizar sua vontade, então Clancy procura desesperadamente por um planeta possível onde ele consiga sorvete para seu fã, além de aproveitar a oportunidade para criar mais um episódio para seu spacecast. E assim o faz, sem pensar duas vezes. Afinal, como já disse, Daniel é tudo para ele. 

 

  • ENTENDAMOS QUE QUANTIDADE NÃO É TUDO

Ele sabe que Daniel é o único que está ali, ouvindo todos os assuntos tão profundos, necessários e transformadores, mas, em nenhum momento desanima de criar seu conteúdo, mesmo quando até Daniel deixa de segui-lo. Isso nos junta aos dois tópicos anteriores e mais: nem perdendo este inscrito, eventualmente, ele encerra seu projeto.

 

  • AME A EXPERIÊNCIA

Já sabemos que nosso personagem principal não obteve o retorno financeiro esperado, mas segue firme e mais profundo a cada novo entrevistado, disposto a aprender coisas novas, investir o tempo necessário e correr todos os riscos para viver ao máximo o seu objetivo de ser um spacecaster de QUALIDADE. E, como prova de recordação, a cada volta de seu simulador, traz consigo um par de sapatos, talvez uma metáfora para sua trajetória até aquele momento.

 

 

  • ACEITEMOS NOSSO LUGAR

Não, isso não significa acomodação ou resignação, mas bagagem para experienciar novos rumos. Por que estamos onde estamos e não onde gostaríamos de estar? Algo nos deixou ali: uma falha, um excesso, algo que estava ou não sob nosso controle. E, independente de tudo isso, seguimos onde estamos.

 

“Quando aceitei estar onde estava, em vez de desejar estar em outro lugar, tudo melhorou!”

 

Melhorou porque ainda há o que extrair dali, seja dor como impulso para a saída definitiva; seja determinação para crescimento pessoal; seja porque ainda temos algo para fazer no lugar em que estamos. Tudo tem um propósito, não vamos dar um passo maior que nossa perninha, ne?

 

 

  • OUVIR É O QUE NOS LIGA AO UNIVERSO

Esta é, inclusive, uma própria fala de Duncan (seu nome na Terra) durante um dos episódios. Sua capacidade de ouvir e aprender com essa escuta ativa é simplesmente admirável, sua disposição em se colocar na dor do outro e praticar a empatia através da atenção é algo que precisamos levar no nosso cotidiano para nos fazer crescer. E sabemos que não é fácil, o próprio diz que, em alguns momentos, ele estava ali, presente em corpo, mas a atenção estava em outro lugar. E se sentia culpado por não dar mais atenção a quem se importou tanto em abrir entusiasmos e todos os assuntos possíveis justamente com ele, quando poderia falar com quaisquer pessoas no planeta.

 

 

  • ESTAR EM COMPANHIA É ESSENCIAL, MAS DEVE SER NATURAL!

Por estar sozinho em uma outra dimensão, é normal para o personagem fugir de todas as dores que o levou a estar ali, tentando se ressignificar e viver do sonho e objetivo traçados desde o início. O preço disso é uma imensa solidão, que não passa, pois, por não ter o dinheiro necessário para pagar sua irmã, ele a evita sempre que pode, mantendo um looping de vazio e incompletude, que passa toda vez que ele está em outra dimensão, trocando experiências e vivências com seus entrevistados. Assim os laços são criados, e afetamos as pessoas, fazendo crescer nossos ciclos e amizades. Todos temos algo a compartilhar com alguém passando pelo mesmo que nós, e isso é MUITO válido!

“Porque se estás só, sabes que outros estão sós. Encontra outra pessoa só.”

 

 

  • EXPANDA-SE!

Sempre que estamos dispostos a ouvir, receber feedbacks e praticar coisas novas, estamos passando, mesmo que imperceptivelmente, por um processo super importante de expansão pessoal – qualidade quase impossível de viver sem no mundo de agora. Aprenda mais sobre si, entenda seus próprios limites, seus sinais, ouça sua intuição e calcule o necessário para administrar seu tempo, seus sentimentos, sua forma de lidar com o outro.

“Se você estiver envolvido na sua história, é como viver num apartamento minúsculo. Quando você tem um pouco de espaço entre si e os seus pensamentos, é como se tivesse mudado para uma casa muito maior. Depois há espaço para convidar pessoas. Há espaço para si. E há espaço para eles. Isso é a vastidão.”

 

 

  • PRATIQUE O PERDÃO

Tema recorrente durante grande parte da série, o perdão nos é mostrado como parte de uma evolução única e própria, assim nos livramos de desnecessários pesos e dores na alma.

“Muitas vezes o melhor que podemos fazer é pensar no perdão como a libertação do coração destes estados de rancor, ressentimento, raiva e má vontade.”

Ao entrevistar a Morte no penúltimo episódio, Clancy entra em uma sala de espelhos chamada de “Julgamento”. Cada espelho era um pedaço de si que ele tenta esconder e não aceita e, por não aceitar, não poderia perdoar, vivendo sempre com questões e dores interiores que não precisam estar ali. Então não é apenas a dor que nos causam que precisa de atenção, mas a forma como lidamos com as decepções e surpresas da nossa própria personalidade  também precisa de cuidados. Falhamos, temos desvios, temos um lado feio. E só podemos nos livrar desse "fardo" quando aceitamos que isto está ali, e que talvez continue, porque somos um universo.

 

  • SOMOS UM UNIVERSO

Sim, um universo. Um rio que flui. Não somos o mesmo a cada segundo. Mas isso só é possível a partir da compreensão da nossa presença neste universo. Não o que somos, pra onde vamos, nada disso importa. O que importa é nossa consciência, o quanto estamos dispostos a abrir nossos corações para sentir toda a dor que a vida pode trazer: perdas, frustrações, solidão... Quando abrimos nosso coração e entendemos que estamos TODOS conectados, temos a escolha de olhar para a dor e saber que ela vai chegar, que vamos sofrer, que vamos chorar. Mas nossa reatividade é imprescindível para saber como olhar para este sentimento ruim quando ele chegar de novo. Porque, sim, ele vai chegar. Como estamos preparando nosso universo e abrindo nosso coração para a construção do nosso SER é a chave para que o nosso universo interior cresça (expansão, lembra?). Olhemo-nos de fora pra dentro, somos infinitos, fluímos. E assim seguiremos.

 

Bora refletir e tacar o stream nessa lenda?


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