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Seu estilo primordial para processar informação e analisar problemas: Top-down x Bottom-up

Seu estilo primordial para processar informação e analisar problemas: Top-down x Bottom-up

 

Você já refletiu sobre seus padrões de funcionamento? Como você processa informação? A maioria das pessoas vive no piloto automático, é refém de seus hábitos e processos subconscientes. Entretanto, o profissional do futuro precisa ter inteligência emocional e pensamento crítico, sendo a união dos dois o necessário para que você analise seu próprio pensamento e consequentemente sua habilidade de resolução de problemas e percepção.  Assim, se você quer atingir seus objetivos, é preciso se observar. Seja o cientista e experimento que precisa.


O primeiro passo para isso é refletir sobre como você costuma reagir diante de um problema para resolver. A Psicologia Cognitiva, área da Psicologia que estuda sobre como funcionam nossos processos cognitivos, suas funções e relações oferece dois conceitos complementares e primordiais para esta questão. 

Pense em você mesmo como um computador. As informações são colocadas, imput, são processadas, analisadas, comparadas e retornam, output. Ou seja, você recebe os estímulos do ambiente que serão compreendidos de acordo com inúmeras variáveis, e então você responde, age de acordo com a informação que foi entendida.


Quando você é aquele que ao olhar um problema, se volta para sua memória e busca as lembranças de como resolveu semelhantes, se repete padrões de resolução que já funcionaram, abstrai do objeto concreto e retorna ao abstrato, usa conceitos para solucionar o problema. Você utiliza o sistema Top-down, expressão que pode ser entendida como de cima para baixo, sendo a primeira palavra o foco desse modo, referente a sua mente, sua memória e posteriormente o que está abaixo, no ambiente. Em um movimento descendente. Nesse estilo, a resolução para o problema é construída pouco a pouco.

E ainda dentro deste há diversos métodos para resolver problemas que falarei em outro post.

Mas e quando você é aquele que ao perceber um problema, volta sua atenção para o objeto ou estímulo, tenta mudar de perspectiva, fica de mente aberta, ver de outra forma, foca nos detalhes, pensa em como pode dividir este problema e reconstruí-lo de outra forma, evita utilizar caminhos já utilizados e foca unicamente no concreto, no objeto. Você utiliza o sistema Bottom-up, expressão em inglês que pode ser entendida como do fundo para cima, ou seja, o foco está no estímulo, no ambiente e depois no que você guarda na memória. Um movimento ascendente. É nesse estilo que a resposta surge de forma espontânea, com um insight, do nada a resolução surge na sua mente.

Importante salientar que todos temos ambos os sistemas funcionando, mas frequentemente nos acostumamos a apenas um sistema e recorremos a ele por mais que o problema exija outra maneira de ser analisado e compreendido. E que também podemos os utilizar de forma complementar, analisar o problema por um caminho e trocar, tentando trazer as percepções ao outro.

Os tipos de problemas que que requerem processamento Top-down costumam ser aqueles com etapas de resolução que se repetem, procedimentos comuns.

Exemplos: problemas matemáticos, questões com fórmulas, situações muito recorrentes que não precisam de muita reflexão ou que a mesma resposta sirva para várias perguntas.

Os tipos de problema para o funcionamento Bottom-up, costumam ser aqueles de Insight, que a solução surge do nada, não há histórico ou padrão nesse problema, aqueles que requerem que você pense fora da caixa.

Exemplos: ideias para um novo processo, problemas de perspectiva ou proporção, compreensão de uma propaganda ou arte.


 

Saber sobre estes sistemas, entender que tipos de problemas requerem quais sistemas é um caminho essencial para utilizar seu cérebro a seu favor e se tornar o solucionador de problemas que precisa ser. Quando estiver de frente a um problema aparentemente impossível de resolver, pense se está utilizando o sistema certo e tente ir por um outro caminho. Tendemos a empacar em uma questão por nos forçarmos a fazer apenas o que estamos acostumados.

Use seus padrões cognitivos em seu próprio benefício.

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