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Série: mulheres empreendedoras - J. K. Rowling

Série: mulheres empreendedoras - J. K. Rowling
Fernanda Avelino
ago. 29 - 6 min de leitura
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Chegamos ao quarto e último capítulo sobre mulheres empreendedoras. 

Nesse capítulo, fechando com chave de ouro, vou falar da minha escritora favorita, a J. K. Rowling, e um pouquinho do que ela enfrentou antes de ter seu best-seller, Harry Potter, publicado.

Então vou contar um pouco da história dessa escritora que pra mim é um exemplo de resiliência.

"J" é abreviação do nome dela, que é Joanne. Ela nasceu em Bristol, Inglaterra, em 31 de julho de 1965 e passou sua infância nos condados de Gloucestershire, e posteriormente em Chepstow, no país de Gales.

Ela teve a ideia de escrever Harry Potter enquanto fazia uma viagem de trem de Manchester à Londres, mais especificamente na Estação King's Cross, em 1990. Simm! A mesma que na história do livro leva Harry e seus amigos à escola que todo fã de Harry Potter que se preze, gostaria de estudar: Hogwarts.

Que atire a primeira pedra quem nunca ficou esperando ansiosamente a sua cartinha para Hogwarts! hahahaha!

Voltando à história da Joanne... Nesse mesmo ano que ela teve a ideia do livro, sua mãe faleceu de esclerose múltipla, por isso ela se mudou para Portugal.

Mesmo assim, a autora levou seus manuscritos e deu continuidade as histórias, e ao mesmo tempo trabalhava como professora de Inglês, onde conheceu seu primeiro marido, com quem teve sua filha Jessica, em 1993.

O casamento acabou em divórcio e Joanne decidiu voltar com a filha para o Reino Unido, mais precisamente para Edimburgo, onde sua irmã vivia.

Nessa época ela já tinha escrito os primeiros três capítulos de Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Contudo, todos esses acontecimentos trágicos em sua vida, quais sejam, a morte da sua mãe e o divórcio, desencadearam nela uma depressão.

A doença a impedia de trabalhar e fez com que ela sobrevivesse somente com o seguro desemprego.  Porém, mesmo doente e com uma filha pequena para cuidar, Joanne não parou de escrever e finalmente acabou o primeiro livro da saga: "Harry Potter e a Pedra Filosofal".

Com isso, ela enviou os três primeiros capítulos da saga para DIVERSAS editoras do Reino Unido, mas recebeu muitos "nãos".

Até que, finalmente , a autora conseguiu, uma resposta da Bloomsbury, uma pequena editora inglesa. O agente literário da editora queria ler o restante do texto. Segundo ela, foi a melhor carta que já recebeu na vida!

 J.K. Rowling relembra que parte do seu sucesso se deve à filha do dono da editora. A menina leu os três primeiros capítulos e imediatamente queria o resto.

Mesmo assim, os editores não acreditavam que seria um grande sucesso. Barry Cunningham, o editor de Joanne, aconselhou-a inclusive a procurar um emprego fixo, pois seria impossível ganhar dinheiro vendendo livros para crianças.

Por fim, em 1997, Harry Potter e a Pedra Filosofal foi publicado.

A autora precisou adicionar o “K” no nome por sugestão do editor, visto que, PASMEM! Seria difícil que os leitores comprassem um livro tão obviamente escrito por uma mulher.

Por isso, em vez de “Joanne Rowling”, lemos “J.K. Rowling” nas capas dos livros dela. O “K” é de Kathleen, que veio do nome de sua avó paterna.

O mais impressionante é que o livro que os editores acharam que não chegaria a ser um sucesso, apenas porque foi escrito por uma mulher e por ser de um gênero considerado infantil(muitas aspas nesse quesito, porque HP, como já foi provado, atinge diversos públicos) vendeu, no mundo todo, mais de 120 milhões de cópias.

De fato, a saga de Harry Potter foi um sucesso de vendas, com mais de 500 milhões de cópias em mais de 50 línguas.

É ou não é uma história de resiliência e superação??

Joanne usou um momento de dificuldade e o transformou em algo bom. Mais que isso, criou uma história que fez com que muitas crianças, assim como eu (Li HP aos 11 anos), se apaixonassem pela leitura a ponto de não a largarem jamais.

Pessoalmente, acho que ela nos apresentou ao mundo mágico da leitura, onde uma vez que você entra, não é mais possível sair dele, porque por mais que você se afaste, uma hora ele retorna trazendo a mesma alegria e encanto que trazia quando você era apenas uma criança.

Pra mim, esse trecho, de um outro livro que gosto muito, descreve perfeitamente o meu sentimento com relação à leitura e com relação ao que Harry Potter fez na minha vida:

Certa ocasião ouvi um cliente habitual da livraria de meu pai comentar que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixado para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde – não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendemos ou nos esqueçamos – iremos retornar. A sombra do vento“—  Carlos Ruiz Zafón 1964

 

Enfim é isso, a Joanne conseguiu criar, para mim, e acredito que para todo mundo que se tornou leitor a partir de "Harry Potter", o mundo mágico da leitura. E partir dele pude viajar para lugares incríveis, mesmo sem nunca ter estado de fato nesses lugares. Além disso, pude me tornar essa pessoa curiosa e apaixonada por livros, que acredita que a leitura é capaz de transformar vidas, assim como transformou a minha.

Depois de todo esse relato, acredito que vocês não têm dúvidas de que a Joanne Rowling é uma mulher empreendedora.

Então, se você ainda não leu Harry Potter, acho que você tem que imediatamente embarcar no Expresso de Hogwarts e procurar a  Plataforma 9 3/4 para entender do que tô falando. E, acredite na seguinte afirmação: é um caminho sem volta.  O que você está esperando?


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