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Segurança vs Privacidade: a luta contra a COVID19 e o aumento da vigilância

Segurança vs Privacidade: a luta contra a COVID19 e o aumento da vigilância
Jeaninne Loyola dos Santos
mar. 1 - 3 min de leitura
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Você toparia ser vigiado de maneira constante e ter seus passos controlados em nome da sobrevivência?
Cada dia que passa mais eu me sinto em um episódio de Blackmirror.


Esse é um tema polêmico, mas em tempos de Big Brother (1984 se tornando realidade dentro e fora da casa mais vigiada do Brasil) e sendo estudante de Defesa e Gestão Estratégica Internacional não poderia deixar ficar intrigada com uma notícia que vi essa semana e resolvi compartilhar meus questionamentos com vocês.

No ocidente temos lutado para vacinar milhões sem ter recursos suficientes, os sistemas de saúde colapsam e acabamos de terminar o segundo mês com mais mortes por COVID-19 desde o início da pandemia no Brasil.
Wuhan - o primeiro epicentro do surto - está livre da pandemia e não apresenta novos casos desde maio do ano passado. Até museu já construíram (como se o COVID-19 fosse uma guerra acabada há décadas atrás).

Como eles conseguiram? Um esquema de controle e vigilância massivo da população.
Aplicativos, câmeras de reconhecimento facial e sensores de calor (que todos podem ver em tempo real), dizem quais locais são arriscados circular e se você é um potencial vetor também.
Aqui está a reportagem do fantástico para entender melhor: 

https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/03/01/video-china-usa-reconhecimento-facial-e-cameras-termicas-para-controlar-covid-19.ghtml

Um esquema de segurança, de dados e tecnologias absurdo para conseguir conter com sucesso o surto de uma pandemia que matou milhões de pessoas no último 1 ano e meio (e o quadro não parece melhorar tão cedo). A China é um modelo a ser seguido!

Mas eu sou universitário, tudo que eu quero é estagiar em paz. O que eu tenho a ver? 
TUDO

Todos nós somos cidadãos, e como atuais universitários somos futuros tomadores de decisões, seja votando, seja construindo novas tecnologias, atuando na área de saúde, analisando cenários, aprovando projetos ou trabalhando em qualquer outra profissão. Fato é, o mundo está passando por transformações assustadoras e devemos decidir qual a melhor forma de lidar com os problemas que temos enfrentado juntos como sociedade, cada um na sua respectiva área.

Hoje, já temos tecnologias no Ocidente, similares às chinesas, prontas para serem usadas para diversos fins, como o pagamento por reconhecimento facial do PicPay no Brasil, que logo logo já será tendência no mercado. Outro exemplo é Londres, famosa pelas milhares câmeras de segurança com reconhecimento facial, espalhadas em cada esquina da cidade. Preciso lembrar do escândalo de espionagem do governo americano revelado por Edward Snowden?

Quantas outras tecnologias já não existem esperando uma crise/oportunidade para serem legitimadas e demandadas em grande escala?

Esse cenário me leva a pensar que o conceito de privacidade que tanto prezamos no ocidente (e discutimos bastante nas aulas de Segurança da Informação em DGEI) está com seus dias contados. Quanto tempo falta para adotarmos o bem sucedido modelo chinês - para controlar essa pandemia ou as próximas?


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