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Saiba qual a pior forma de perder uma vaga de estágio e como evitá-la.

Saiba qual a pior forma de perder uma vaga de estágio e como evitá-la.

 

Não conquistar a tão sonhada vaga de estágio é ruim, mas conquistá-la e perdê-la por algo que está fora do seu controle é pior ainda.

Neste meu primeiro texto aqui na comunidade do estágio, vou comentar sobre algumas reflexões e experiências adquiridas em minha busca por estágio.

Acredito que muitos aqui já passaram por processos seletivos. Se não, ainda passarão durante a graduação. E todos estiveram atentos nas dicas e recomendações que circulam sobre como se portar em todas as fases de um processo seletivo.

 


Tão importante quanto performar bem, também é importante entender cada etapa de uma recrutamento e o quê está sendo requerido em cada. A triagem de currículo, as trilhas online, as dinâmicas de grupo presenciais ou online, as entrevistas com o RH e a entrevista com o gestor. Todas são etapas de um funil, onde apenas aqueles que tiverem maior alinhamento com a vaga e empresa passarão.

Você supera essas etapas seguindo as seguintes dicas:

Sendo autêntico, falando bem sobre seus resultados, contando sua história de forma coerente, alinhando suas experiências com o solicitado pela vaga, interagindo nas trilhas online, sendo colaborativo em dinâmicas, demonstrando proatividade, comunicação efetiva e liderança, tendo um currículo bem feito, entre diversas outras.


Você supera tudo isso, recebe o tão esperado sim, conhece a empresa, às vezes já começa a alinhar responsabilidades. Então, na hora de entregar documentação e fechar o termo de estágio, o inevitável acontece. 

Pode parecer pessimista, mas na verdade estou sendo muito realista.

Há algo muito importante que você precisa fazer antes de passar por qualquer processo seletivo e que costuma ser subestimado:

Saiba sobre todos os critérios da sua faculdade e orientações do seu conselho profissional quanto a estágio e já vá para as entrevistas consciente deles. 

  • Pergunte para a coordenação do seu curso e colegas que já fizeram estágio na mesma área que você deseja sobre como foi o processo do contrato. 
  • Informe-se sobre como devem ser os planos de estágio, cargas horárias permitidas e como estabelecer o vínculo entre a empresa e a faculdade.
  • Não se prenda apenas a lei do estágio. Por mais que a empresa diga que aceita qualquer curso, não necessariamente ela tem as condições para tornar, de forma ética e legal, qualquer universitário em seu estagiário. 
  • O seu estágio precisa ser complementar a sua graduação e supervisionado por um profissional formado na mesma.

Acho importante salientar que no caso, falo como estudante de Psicologia de uma faculdade pública e federal, buscando estágio em organizações, e das peculiaridades desta área. Não conheço os critérios de outras mas acredito ser vital você estar atento a como sua faculdade e curso respondem aos critérios para estágio. 


 

Perdi três oportunidades de estágio pois o profissional da empresa contratante que seria meu supervisor não podia fazer esta função segundo o órgão que orienta minha graduação. 

Na primeira vez, já na entrevista informei sobre os critérios. A empresa tinha um administrador experiente e me informaram que saberia lidar com a situação pois já tinham tido outros estagiários. Comecei a trabalhar, ficamos de resolver o contrato com a faculdade posteriormente. A empresa tinha diversos profissionais da minha área mas nenhum atendia aos critérios. O administrador não teve o quê fazer além de oferecer outra forma de contratação, como freelancer mas eu teria custos que não tinha como arcar e a empresa não ajudaria nisso. Não pude ficar.

Na segunda vez, informei novamente sobre a questão e passei no processo.  O entrevistador e supervisor prometeu que não haveria problemas pois tinha experiência de anos na área, iria negociar com a faculdade e com isso seguimos. Não consegui pois o supervisor tinha formação em outra área. Tentei negociar com a faculdade, sem sucesso. Não pude ficar novamente.

Na terceira vez, abordei essa questão e o headhunter confirmou que eles deviam ter profissionais qualificados para serem supervisores. A empresa trabalhava com um produto que só podia ser elaborado pela minha categoria profissional. Na mensagem de feedback soube que não passei pois a empresa decidiu dar  prosseguimento com candidatos de apenas outro curso.  


 

A frustração de receber um não durante o processo seletivo é um sentimento comum, esperado, e deve ser motivador, como o próprio Diego Cidade diz. É com ele que tu entende o que pode melhorar, que precisa performar melhor e na próxima você consegue. Mas há esse não mais amargo. Gerado pela conquista e perda. É preferível perder antes de ganhar do que ganhar e perder. Esse não gerado por algo que escapa seu controle é ainda mais pesado. Mas claro, ainda é possível e vital aprender com ele.

 

Por isso, meu aprendizado com esses processos foi ser ainda mais criterioso nos processos que inscrevo-me, abordar o recrutador antecipadamente para saber se há um supervisor que atenda os critérios. Por mais que a divulgação da vaga diga que aceita qualquer curso, tenha pensamento crítico e verifique se é verdade. Sua carreira está nas suas mãos.  E novamente, como o Diego diz não traga apenas as dificuldades para a empresa mas também as soluções. Se você ajudar o recrutador e a empresa a ganhar tempo, pode ser que não seja chamado hoje, mas será lembrado e estabelecerá um contato que pode lhe render frutos no futuro.  E nesse mundo de networking, isso é essencial.

 

 

*Imagem de Florian Pircher por Pixabay 

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