[ editar artigo]

Roube como um Artista: A criatividade é o escape

Roube como um Artista: A criatividade é o escape

Em tempos de isolamento social, dúvidas e insegurança, é mais que natural nos vermos desanimados perante tudo o que vem ocorrendo no cenário mundial, e o fato de estarmos trancados em casa, longe de qualquer interação, das pessoas que amamos e da rotina que conhecemos, ainda que por motivos de segurança, tais privações são capazes de deixar qualquer um sem energia ou perspectiva. 

E o que seria de nós em um momento como esse sem a arte?

É esse o questionamento que nos fazemos ao ler Roube como um Artista.

Com uma linguagem simples e uma diagramação mais do que fluída, o best-seller de Austin Kleon é aquele tipo de livro capaz de se devorar em poucas horas, mas que permanece com o leitor por um bom tempo (senão para a vida inteira!).

 

UMA FUGA DA REALIDADE

À primeira vista, Roube como um Artista pode parecer um livro sobre como lidar com o tão temido bloqueio criativo, mas à medida que lemos, as dicas dadas por Kleon, vão muito além disso.

Mais do que aprender a usar os fragmentos ao redor para exercitar nosso lado criativo - e quem sabe até encontrar nossa verdadeira vocação em meio aos hobbies - aprendemos o quanto a arte é vital, uma vez que se a vida fosse resumida somente a razão e trabalho, decerto enlouqueceríamos.

Talvez você tenha paixão por cores e ame pintar nas horas vagas, ou talvez você use as palavras para expressar o que sente e adora extravasar sentimentos numa folha de papel… tudo isso são manifestações da arte, e ao contrário do que muitos pensam, não devemos nos envergonhar delas em nossas vidas, mas aprender com elas, pois são extensões do nosso eu e consequentemente, das nossas visões de mundo e sonhos

Ao dar voz aos anseios dessa “criança interior” que clama por arte, aprendemos a nos ouvir e podemos vir a conhecer um lado nosso que muitas vezes fica submerso por conta das obrigações do cotidiano.

 

DICAS VALIOSAS PARA A VIDA

São muitas as orientações que se pode tirar do livro, propícias inclusive para colocar em prática neste momento de caos. Por exemplo, a importância de se consumir bons conteúdos (seja por estudo ou entretenimento), de nos inspirar em nossos heróis com sabedoria para assim começarmos nossa própria arte, de fazer com que nosso corpo - e não só nossa mente - trabalhe em prol de um equilíbrio e, claro, de saber filtrar as boas referências para usarmos não apenas no trabalho, mas na vida.

As lições que ficam são de que o desbloqueio de nossa criatividade é o único caminho possível, sobretudo quando o mundo desacelera e a vida pede calma, e que o medo de não ser autêntico (quando na realidade nada é 100% original) não pode ser maior do que nossa capacidade de reinvenção.

E você, já deu ouvidos ao seu lado artista hoje?

 

Comunidade do Estágio
Mariana Fekete Oshima
Mariana Fekete Oshima Seguir

Futura publicitária, apreciadora de boas histórias e escritora de corpo e alma. Apaixonada por livros, e mais apaixonada ainda pela possibilidade de tocar pessoas com palavras.

Ler conteúdo completo
Indicados para você