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Representatividade feminina nos games

Representatividade feminina nos games
MaJu Deolindo
set. 12 - 5 min de leitura
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Segundo a Pesquisa Game Brasil de 2020 as mulheres são maioria entre os jogadores do país. Porém a representatividade feminina nos jogos ainda é um assunto que deve ser melhor trabalhado.

As primeiras personagens femininas de destaques de franquias famosas eram frágeis e indefesas, como por exemplo, a princesa Peach que é a donzela em apuros salva pelo Mário, do vídeo game Super Mário Bros.

Ao decorrer dos anos, personagens guerreiras femininas foram criadas, porém com uma grande problemática: A erotização dos corpos femininos. Não é difícil visualizar esse contexto diante das formas a que são colocadas: mulheres voluptuosas, cabelo e maquiagem impecáveis, roupas curtas e justas. Uma mulher perfeita, na lógica machista.

Em 1986, foi lançado um jogo chamado Metroid. A história se passa num cenário de ficção científica, em que a personagem usava uma armadura para proteger a galáxia e obter o poder de criaturas parasitas. Quando o jogador chegava ao fim do jogo descobria-se que a personagem era uma mulher. Essa foi uma das primeiras representações femininas como uma personagem forte e guerreira nos jogos. Entretanto, se você terminasse o jogo em menos de 3h a personagem apresentava-se usando um maiô e se terminasse em menos de 1h a personagem estaria usando apenas um biquíni.

Outro exemplo é a personagem Lara Croft (lançado em 1996 para vídeo game).  Para quem não conhece, é uma arqueóloga que decide ir atrás do pai, após anos do seu desaparecimento, e entra em uma grande aventura. Na adaptação dos jogos para o cinema de 2001, vemos uma protagonista completamente estereotipada e sexualizada. Em 2018, foi feito um remaker com o nome Tomb Raider: A origem (baseado no jogo de 2013) que desconstruiu tudo que conhecíamos do universo da série e nos entregou um conteúdo moderno, maduro, e que redefiniu a franquia de um jeito muito positivo. Com a nova personagem com apelo sexual muito menor, mesmo assim ganhou críticas do público por não representar a “realidade da personagem nos games”.

A franquia The last of us é mais um exemplo de que quando a visão masculina é contrariada, o conteúdo é inferiorizado. Para quem não conhece The last of us I, é um jogo lançado em 2013 de muito sucesso. Que conta a história de um mundo pós-apocalíptico onde Joel vai proteger Ellie, pois ela seria a cura para essa doença. Neste ano de 2020, foi lançado o The last of us II. Agora, Ellie cresceu, tem uma namorada e é a grande protagonista.  Antes mesmo do lançamento oficial, o jogo recebeu inúmeras críticas negativas de homens completamente inconformados com a representatividade abordada. Eles desceram a nota do jogo no Metacritic, uma plataforma que serve para metrificar a qualidade do jogo e é dividida em duas categorias: público e especialistas. Sendo que a nota dos especialistas é de 9,4.

Mais alguns casos de games que sexualizam a figura feminina:

  1. Catherine: é um jogo de Puzzle
  2. Dead or Alive: mulheres lutando de biquínis
  3. Onechanbara Z2; Chaos: caça a zumbis usando biquíni
  4. Mortal Kombat: combate
  5. The King of Fighter: jogo de luta
  6. Bayonetta: combate
  7. Ninja Gaiden Sigma 2: usou o controle para controlar os movimentos dos seios das personagens.

A questão é, até quando mulheres em jogos serão de serventia apenas para o imaginário masculino? Até quando close nas partes íntimas das personagens continuaram sendo feitos? Ou até quando as protagonistas vão continuar a usar roupas completamente hipersexualizadas para lutar contra um zumbi?

O assunto nos obriga a discutir sobre os padrões de beleza impostos pela sociedade, que são inalcançáveis e como a visão masculina é considerada hegemônica.  A naturalização do machismo e a objetificação das mulheres precisa acabar.

Bons exemplos de personagens femininas:

1) Beyond good & Evil: A história conta as aventuras de Jade, uma repórter de investigação, perita em artes marciais, que trabalha para um movimento de resistência  que planeja revelar uma conspiração a nível mundial sobre alienígenas. 

2) Claire Redfield, resident evil: conta a saga da dupla Leon Kennedy, um policial novato a caminho de seu primeiro dia de trabalho, e Claire Redfield, uma jovem que vai para a cidade descobrir o paradeiro de seu irmão Chris, um dos heróis do primeiro game.

3) Portal 2: marca o retorno de Chell e GLaDOS, usa portais para transportar o protagonista controlado a áreas aparentemente inalcançáveis. Pensar é algo mais que necessário neste game, que leva muitos jogadores a passarem horas na criação de soluções para os desafios propostos tanto no modo jogador único quanto no cooperativismo do jogo.

4) Clementine, the walking dead: mostra a luta pela sobrevivência diante de um apocalipse zumbi e vamos acompanhando o crescimento da personagem.

Dica: vídeos da youtuber Anita Sarkeesian.

 


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