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Promovendo um ecossistema digital saudável: repense seus hábitos nas redes sociais

Promovendo um ecossistema digital saudável: repense seus hábitos nas redes sociais

Vivemos imersos em um oceano de informações, e em meio a isso, se torna extremamente importante que todos parem por um momento e repensem suas atitudes dentro das mídias digitais. A era da informação acabou com a separação de papéis como leitor, produtor de conteúdo, crítico e curador, ¹  fazendo com que todos alimentem cada vez mais os espaços de debate. 

E é nesse cenário que muitas iniciativas mostram que essa imersão informacional pode acontecer de uma forma não prejudicial ao usuário, disponibilizando recursos e ferramentas para o empoderamento do cidadão no ambiente digital. O Instituto Palavra Aberta, com apoio do Google.org criou o programa EducaMídia, com o intuito capacitar professores e organizações de ensino, além de engajar a sociedade no processo de educação midiática dos jovens, desenvolvendo seus potenciais de comunicação nos diversos meios.

Segundo o programa, educação midiática significa o "conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos — dos impressos aos digitais." E é através desse princípio que foram desenvolvidos pilares facilitadores para a aprendizagem midiática, e você pode conferi-los nesse infográfico

Ok, mas como você pode ajudar nesse processo de desenvolvimento digital saudável? 

Saia da sua bolha: de acordo com Eli Pariser, autor, executivo e ativista, "seu monitor é como um espelho unidirecional, refletindo apenas seus próprios interesses enquanto algoritmos observam em que você clica". Ou seja, o que aparece em nossa tela é somente aquilo que queremos ver - por ser baseado em nossos dados de tráfego - assim, propagandas ideais são direcionadas a compradores ideais através de seus dados comportamentais registrados na internet. Tendo consciência que estamos cada vez menos sendo confrontados com opiniões diferentes das nossas, é extremamente importante que busquemos opiniões distintas, e que as analisemos de forma crítica e construtiva.

Pratique sua tolerância: intolerância é ódio, muitas vezes mascarado. Se caracteriza pela vontade de restringir liberdades individuais por serem diferentes das suas. Ser tolerante é uma virtude que deve ser exercitada não apenas no ambiente digital, mas é nele onde discursos do gênero ficam mais evidentes. De acordo com um dossiê publicado pela Agência nova/sb, "Se a internet não criou a intolerância, ela a reproduz, aumenta seu alcance e ajuda a naturalizar e a conservar discursos de ódio." Nesse site, você encontra 15 dicas para ser uma pessoa mais tolerante. 

Se expresseemoções silenciadas saem mais tarde da pior forma, e esses conflitos internos são facilmente levados ao ambiente digital, tendo em vista que por aqui é "mais fácil" sair impune. Sendo assim, evite reprimir o que sente, encontre uma forma de aliviar a carga emocional de forma saudável para que a mesma não seja descarregada em outras pessoas. Caso você esteja no meio de uma conversa e perceba que seu emocional está falando mais alto que o racional, reflita sobre o que está preso dentro de si. Fique atento(a) também a esse comportamento vindo dos outros, muitas vezes o ódio descarregado em um comentário são gerados por emoções reprimidas, e você não merece ser afetado(a) por elas. 

Tome cuidado para não ser essa pessoa:

O poço dos desejos, de André Dahmer.

Participe para aprender: além de repensar seus hábitos e de se posicionar de maneira crítica no ambiente informacional, você também pode criar conteúdos falando sobre o tema, além de se educar através dos inúmeros recursos disponíveis nos sites dos programas citados anteriormente. 

E falando em se educar sobre esse tema, começa nesta segunda (24) o curso gratuito '#VerifiqueAntesdeVotar: construindo uma internet sem fake news', criado pelo Redes Cordiais em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e apoio do Instagram, para capacitar jovens de 16 a 24 anos a consumir informação online com segurança e contribuir com a construção de uma internet mais cordial. É um assunto extremamente necessário e tenho certeza que você não vai se arrepender de participar. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Esse assunto pode muitas vezes passar batido e acabar sendo visto como banal, porém para se criar um mundo melhor e mais democrático, é importante nos educarmos sobre e compartilhar essa temática.


#ColunistaOficialAU

Comunidade do Estágio
Ellen Furtado
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Estudante de Relações Públicas, vocalista de uma banda de garagem e apaixonada por arte, filosofia e comunicação digital.

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