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RAINHAS DOS MUROS

RAINHAS DOS MUROS

Quem caminha por São Paulo já se acostumou com muros coloridos espalhados pela capital. Embora a maioria desses grafites sejam assinados por homens, hoje em dia as mulheres estão tomando mais espaço nas ruas.

O grafite é uma das formas de expressão Street Art. As pinturas feitas nos muros e em outros espaços da cidade são uma intervenção do artista, independentemente de autorização legal dos órgãos dos patrimônios públicos.

Arte de expressões coletiva transformando o excluído social em intérprete da história. Que trata as questões sociais dos desfavorecidos, que oferece a demonstração da insatisfação com o poder público.   

Para a grafiteira Lohana Raquel, da Zona leste de São Paulo, “as características mais fortes são as amizades, a união e toda arte feita, independentemente da forma, cor, ou de quem faça. Ela sempre passa uma 

mensagem, seja pessoal ou coletiva. A identificação cria esses laços. Todos os artistas dedicam tempo, dinheiro, energia e muito amor. Além disso de algumas ideais serem semelhantes, a identidade de cada um é muito evidente.’’ 

O grafite é uma manifestação que faz o papel fundamental para o acesso à arte.

 

  • O Empoderamento da mulher no grafite 

Com empoderamento feminino, o universo das grafiteiras fez com que as paredes das cidades se tornem alvo de mensagens que envolvem o mundo da mulher. Através disso vem a arte urbana e o grafite que se tornaram um talento com enorme prestígio no mundo.

Personagens femininos mais caricatos, com cabeças e olhos grandes e referências orgânicas como: flores e insetos. É uma das características das grafiteiras.

Branca por exemplo, gosta de pintar, “gosta de sempre poder representar a mulher por sermos extremamente guerreiras, e como podemos mostrar a todos o quanto somos fortes e independentes. Às vezes, nós acabamos nos desvalorizando por pressão de nossa sociedade, mas a forma do quanto estamos unindo, mostra o quanto somos fortes.”

Impressionante como, mesmo nos dias de hoje, elas ainda se deparam com preconceitos nas ruas. Além disso, muitas mulheres grafiteiras criam eventos e ONGS para defender o lugar feminino na sociedade, mostrando a luta diária que elas enfrentam dentro do grafite. 

Uma dessas ONGS e conhecida em São Paulo, são as efêmmeras onde as mulheres podem dividir ideias e experiências sobre a ocupação de espaços urbanos e juntou-se com 7 mulheres de diferentes áreas e criou o que é hoje e a rede Efêmmera. 

 Os desenhos deixados nos muros também podem ser um aspecto de expressões na luta pela aceitação da arte feminina. Várias grafiteiras costumam utilizar esse espaço para deixar mensagens que façam as pessoas refletirem sobre o mundo e seus dilemas.

   “O lugar da mulher nesse contexto é algo bastante complicado e complexo. Hoje somos muitas, e por meio disso acabamos sofrendo discriminação de gênero, que pode ser por atitudes desrespeitosas e assédios verbais. Em todo o seguimento artístico, há muita a ser discutido em tornos das dificuldades que enfrentamos diariamente apenas por sermos mulheres.” Diz Bruna Moreira moradora de Tocantins. 



 

  • Dificuldades da vida

Mesmo com barreiras, elas vêm lutando e encontrando no grafite uma liberdade produtiva e intensa. Mas é importante mostrar as dificuldades que elas passam nas ruas e na própria vida fora do grafite.

São muitas grafiteiras que fazem sua pintura nas ruas, mas que acabam sofrendo discriminação de gênero, violências sexuais e racismo. 

   Segundo a Lohana, o processo de passar dificuldade por apostar nos sonhos. ’’como tudo em nossas vidas, a evolução é constante, e por conta disso, sempre há empecilhos, mas o importante é pensar positivo e continuar seguindo, quando você aprende a lidar com as coisas internamente, o externo torna um detalhe.”

Branca conta que, “viver do que gostamos é algo bastante difícil, uma luta diária para conseguir conquistar tudo o que almejamos, mas sei que é um processo onde precisamos nos valorizar para sermos valorizadas. Esforço e muita dedicação e essencial para a nossa conquista no dia a dia.”

Comunidade do Estágio
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