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Parasita: pensando no mercado de trabalho

Parasita: pensando no mercado de trabalho
Gabriel Jorge
ago. 7 - 3 min de leitura
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Pessoal, esse é o meu primeiro post aqui nessa comunidade top, mas eu peço desculpas por me apresentar com um assunto meio tenso. 

Esses dias eu assisti Parasita (pela terceira vez) com a minha mãe e no final tivemos “a conversa”. 

Isso mesmo: “a conversa”. 

Não...não é bem essa que você pensou. 

Conversamos sobre como eu odeio o mercado de trabalho. 

Calma, que eu vou explicar rapidinho.  

Primeiramente, falando do filme: Parasita é uma obra de arte do cinema coreano, que fez história como o primeiro de língua não-inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Fala sobre uma família, os Kim, do subúrbio, desempregados, que conseguem o tão desejado lugar ao sol no mercado, trabalhando na casa dos Park, os ricaços. Os meios para isso são, digamos...não muito honestos. 

Não quero soltar spoilers, mas em dado momento, a família Kim encontra-se em um bunker lutando arduamente para subir à casa de cima, do pessoal da classe alta, e para isso precisam sair no tapa com algumas pessoas. Algumas caem escada abaixo e ficam por lá mesmo. 

Agora, me deixe explicar onde essa história toda chega: o filme, por vezes cômico, em outros momentos tenso, me levou a refletir em certas desigualdades. O filme, por sinal, é cheio de efeitos visuais que buscam marcar o fato de que a família rica está em uma realidade distinta da pobre. 

O bunker, pra mim, é um desses símbolos.  

Todos queremos subir esse bunker simbólico do mundo profissional e chegar ao topo, no conforto de uma casa de verdade, mas algumas pessoas ficarão pra trás. 

 Muitas não vão nem enxergar de longe a parte de cima, e ficar só com as migalhas da geladeira de quem mora na casa de fato (assista o filme e você vai entender). 

“Ah, Gabriel! É verdade, é tudo culpa do capit...” Alto lá, meu leitor, minha leitora, não estou falando de sistemas sociais e econômicos. Eu, enquanto pessoa, nada posso contra eles. Mas acho que pessoalmente podemos fazer alguma coisa para deixar nossos ambientes de trabalho, o caminho dos candidatos e os possíveis subordinados mais confortáveis, e o processo todo mais humano. 


“Também na vida econômica e social se deve respeitar e promover a dignidade e a vocação integral da pessoa e o bem comum de toda sociedade. Com efeito, o homem é o protagonista, o centro, e o fim de toda a vida econômica e social”.  (Gaudium et Spes)


Fique bem claro que não estou falando de odiar empresa nenhuma, mas da forma que o mercado está estruturado. Claro, há iniciativas muito legais que buscam empresas mais transparentes, convidativas, enfim, humanas. 

Mas ainda há muito a ser feito. E essas ações passam por atitudes individuais também. 

O que você e eu podemos fazer para deixar essa realidade todo um pouco mais justa? 

Hoje, podemos ser estagiários, mas e quando tivermos nossos subordinados, como vamos agir perante eles? 

Poder, no contexto empresarial, é sinônimo de serviço ou de domínio? 

Espero ter feito pensar. Prometo que na semana que vem venho com um assunto um pouco mais leve. 

 

 


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