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O que aprendi com "Ford vs Ferrari" sobre ambiente de trabalho!

O que aprendi com

Com toda está confusão da Ford no Brasil, acabei me lembrando de um filme que me ensinou muito sobre ambiente de trabalho quando assisti, Ford vs. Ferrari. Não! Não sou piloto de corrida, não entendo de carro e nem tenho carteira de motorista, mas você está enganado se pensa que o filme não tem nada a ver comigo, até por que, na verdade, ele tem a ver com você também.

Afinal, todos nós já fomos (ou seremos) em algum momento, um dos personagens, que vemos representados no filme, dentro de uma empresa. Do jovem talento, ávido por mostrar trabalho e fazer dar certo, ao CEO preso ao jeito tradicional e amedrontado com as mudanças, a obra exemplifica os tipos de pessoas que temos que nos relacionar e as situações que passamos no ambiente de trabalho.

Spoiler Alert! Daqui em diante é bom que você veja o filme primeiro, para conseguir entender o texto e aproveitar ao máximo o filme. O aviso foi dado!

Todo profissional sabe (ou pelo menos, deveria) da importância do “o quê você está vendendo” quando você quer vender seu produto/serviço. É com isso em mente que Lee Lalocca (Jon Bernthal), convence seu chefe que a Ford deveria vender veículos mais sexys e mais rápidos, agregando status e poder, para vender menos carros por um preço maior e assim sair da crise. Só que para isso, eles precisam mudar a visão do público sobre a marca, e a estratégia adotada foi ganhar uma prestigiada corrida automobilística, as 24 horas de Le Mans.

Lee Lalocca

Lalocca é aquele funcionário intraempreendedor, que não está com medo de fazer mudanças, pois sabe que isso trará resultados. Na história, apesar do mar de profissionais de marketing nadando contra, e seu “chefe imediato” sempre atrapalhando, ele recebeu uma oportunidade que não quer desperdiçar. Toda empresa tem um funcionário inovador, destemido, que sabe aproveitar as chances que receber e não tem medo de desafios, e a maioria das empresas atuais, amam esse tipo de gente.

Henry Ford II (Tracy Letts), o CEO receoso. Ford II quer vender mais carros, mas não sabe como fazer isso, e precisa provar que é digno do nome que recebeu. Aquele típico chefe que quer mudanças, pois o modelo atual não está dando certo, mas não sabe o que exatamente, e quando é confrontado com alguma ideia inovadora, precisa de provas e mais provas para ser convencido. Quem nunca teve um insight que sabia que era a melhor solução, mas perdeu a chance por que a gestão tinha medo de inovar, ou teve que ficar provando que era o caminho certo a cada passo do caminho?

Henry Ford II

Leo Beebe (Josh Lucas), não seja esse cara! O cara que está a um passo de subir na carreira ou acabou de chegar no cargo. Geralmente um apadrinhado ou protegido, ninguém gosta dele, mas as pessoas não falam em voz alta por que não querem problema. Está com tanto medo que as mudanças o deixem perdido no seu trabalho, que não só não ajuda, como tenta boicotar os outros que têm alguma possibilidade de passar sua frente. Beebe não gosta do novo piloto, Miles, por que ele não “representa a Ford”, seus métodos são estranhos e nada parecidos com a cultura da empresa, o que é o principal ponto de um rebranding.

Leo Beebe

Caroll Shelby (Matt Damon), ex-piloto e o cara que precisa gerenciar toda a confusão. Shelby já foi piloto, então ele conhece o meio e sabe do que precisa para fazer seu serviço com perfeição, mas também é designer e construtor de carros, então entende como é lidar com executivos. Ele precisa de Miles para ganhar a competição com o carro mais ou menos, que eles acabaram de criar, em um período mínimo de tempo. No nosso mundo de “não-pilotos”, ele é como um gerente, é o cara que precisa alinhar os interesses entre seu funcionário (que é o match perfeito para a função) com o interesse da diretoria, fazer seu trabalho enquanto resolve conflitos, e ainda entregar o resultado prometido no tempo esperado.

Caroll Shelby

Por último e não menos importante, Ken Miles (Christian Bale), piloto gênio, selvagem, perfeccionista, o homem para a tarefa, porém é um babaca e meio louco. O personagem de Bale não sabe trabalhar em equipe e arruma confusão com todos (não por ser uma pessoa ruim, mas por ter um temperamento ruim). As pessoas até gostam dele, o problema é seu personal branding, a imagem que ele passa faz as pessoas se afastarem (e isto é compreensível), o que torna irrelevante o fato de ele ser o homem certo ou não.

Ken Miles

Apesar de outros detalhes serem mais importantes para o desenrolar da história, como a relação deles com a Ferrari, os relacionamentos e a forma como eles são apresentados na obra me fascina pelo quão fácil é de se identificar e ver ali algum colega de escritório, gestor ou até a si mesmo. Um filme onde o “vilão” é só um funcionário inseguro que a gente pode encontrar em qualquer lugar, sem caricaturas.

E você? Já assistiu? Se identificou com algum personagem? Encontrou alguém parecido com um colega de trabalho? Seu chefe também dificulta as coisa para você? Encontrou algo que pode melhorar depois de assistir o filme?

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Léo Machado
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Sou o mais crédulo dos sonhadores e o mais realista dos cínicos. Cineasta amador, roteirista amador, fotográfo amador, escritor amador e profissional na arte de ser amador, que ama o fato de todas suas redes sociais serem leo10machado.

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