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O problema da "democratização" da educação

O problema da

Ultimamente, o acesso à informação está cada vez mais fácil e prático, basta um google e todos nossos problemas se resolvem. Será?


A internet

O uso de aparatos tecnológicos no auxílio do aprendizado vem se tornando cada vez mais necessário e gradativamente comum entre os jovens estudantes da atualidade, muitos de nós - sim, estou inclusa - não sabe mais o que é ter uma dúvida e ir atrás de um livro para saná-la e definitivamente está tudo bem em preferir fazer uso dessa praticidade. Entretanto, até que ponto deixamos de ser aprendizes para sermos influenciados justamente por essa facilidade?

Influencers

É, meu caro leitor, leitora e qualquer indivíduo que esteja no meio disso, chegamos num momento divisor de águas. Afinal, você sabe o que é um Influencer? Muita gente já deve ter ouvido falar desse novo trend, conhecer pessoas que trabalham nessa área e, talvez, não saber muito bem do que se trata - segredo de amigo? eu também não sabia não.

"Tá, Eduarda, mas o que é que isso tem a ver com o assunto?"

Eu respondo: Tudo! Um Influencer, como o próprio nome já diz, trabalha com ferramentas digitais (redes sociais) e sua função nada mais é do que exercer seu poder de influência sobre um determinado grupo (seu público alvo). Dessa forma, a ascensão desse indivíduo acontece conforme seu conteúdo é consumido.

Nesse ponto, voltamos ao início do texto: a facilidade com que obtemos informação. Veja bem, se há uma pessoa que se disponibiliza a ajudar pessoas academicamente e cria uma campanha que promete viabilizar conteúdos educacionais, até então, de acesso relativamente restrito - estou falando da divisão social entre estudantes, não creio que haja necessidade de aprofundamento nisso - de forma gratuita, divertida e atual, por que não consumir?

A polêmica começa agora. É de conhecimento geral que um curso de graduação em áreas de formação de professores dura, no mínimo, uns 4 anos e quem faz parte dessa camada de loucos passa por diversos processos degradantes e vergonhosos, geralmente relacionados à desvalorização de suas carreiras. Pessoas formadas lutam diariamente, não só em salas de aulas - sim, aquele professor super legal que você gosta de assistir no youtube porque você reclama que o do seu colégio é um chato também é o chato do colégio de alguém, tá? -, para obterem seu reconhecimento e aí, do nada, surge um indivíduo que achou legal repassar informações para terceiros sem ter a menor base acadêmica sobre o assunto e cresce em cima do aprendizado, muitas vezes repassando informações equivocadas.

Então, eu não pretendo concluir exatamente esse texto, a verdade é que quero deixar a reflexão para os leitores, fazendo uma comparação bem grotesca: você faria uma cirurgia que poderia custar sua vida com uma pessoa que jura que se formou em 17 temporadas de Grey's Anatomy e leu tudo sobre isso no google?

Comenta aí!

#ColunistaOficialAU

 

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