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Nerve: um jogo sem regras e porquê se afastar um pouco das redes sociais

Nerve: um jogo sem regras e porquê se afastar um pouco das redes sociais

Um dos grandes destaques de 2020 foi O Dilema das Redes (Netflix), dirigido por Jeff Orlowski. Mostrando como as redes sociais funcionam e operam para que as pessoas passem cada vez mais tempo conectadas e comprando, o docudrama chegou para abrir os olhos do público sobre como somos condicionados a permanecer navegando, e principalmente o quão nocivo isso pode ser para nossa saúde mental.

Ao mesmo tempo em que aprendemos sobre a importância de dar um tempo das redes sociais para evitar tal desgaste, a pandemia do novo corona vírus provocou um isolamento social a nível global, fazendo com que a maioria da população ficasse dentro de casa para se proteger, levando as relações sociais a um novo patamar e ditando regras de como será o futuro no que diz respeito a consumo, trabalho e a vida no geral.

Dessa forma, as redes sociais novamente entraram em cena, tornando-se mais do que uma maneira de conexão, mas também de distração. O boom do Tik Tok é uma prova disso, sendo o aplicativo mais baixado do ano segundo relatório publicado pelo site App Annie. Representado um “respiro” no quesito interação, o app possibilitou que as pessoas criassem os mais diversos tipos de desafios e brincadeiras, tornando-se uma verdadeira mania.

Toda essa interação é vital, principalmente em tempos tão complicados, no entanto é preciso se lembrar dos malefícios provocados por essa onda tecnológica, como foi tantas vezes pontuado em Dilema das Redes, mas também em Nerve: Um Jogo Sem Regras, de 2016.

No longa, a estudante Vee decide participar do jogo em questão, que divide seus usuários entre observadores e jogadores, sendo que enquanto os observadores ditam desafios, os jogadores os colocam em prática, com tudo sendo transmitido em tempo real. A cada desafio cumprido, os jogadores ganham prêmios em dinheiro, e sobem no ranking de popularidade

Disposta a provar sua coragem para os amigos, Vee passa a ser uma das jogadoras, logo chegando ao topo do ranking, porém, a medida que os desafios ficam mais difíceis, não somente sua vida, mas sua privacidade entram em risco.

Partindo de uma premissa simples, Nerve impressiona pela verossimilhança com a vida real, expondo a linha tênue entre a busca por adrenalina e os limites que alguém pode transcender por conta de um simples jogo ou para conseguir mais seguidores.

Há ainda uma crítica ao fantasma da comparação que no filme, assombra jovens, mas que na vida, é uma realidade para a maioria de nós, graças a cultura da vida perfeita, que ronda as redes sociais, especialmente o Instagram.

O filme ainda leva seus personagens até as últimas consequências, e fecha com a lição de que a partir do momento em que nos calamos frente a uma perversidade, nos tornamos parte dela

O destaque no elenco fica para Emma Roberts no papel principal e Emily Meade, como Sydney. 

Nerve: Um Jogo Sem Regras é em resumo uma crítica ao excesso de tecnologia e principalmente, um bom alerta para as gerações mais jovens quanto aos limites entre virtual, real e pessoal. Em um ano em que as redes sociais chamaram tanto nossa atenção, vale a pena fechar 2020 se afastando um pouco delas (e claro, conferindo o filme!).

 

Referências:

- Todas as imagens e GIFs presentes neste texto foram retiradas do Pinterest.

https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/12/tiktok-ultrapassa-whatsapp-e-e-o-aplicativo-mais-baixado-de-2020.ghtml

Comunidade do Estágio
Mariana Fekete Oshima
Mariana Fekete Oshima Seguir

Futura publicitária, apreciadora de boas histórias e escritora de corpo e alma. Apaixonada por livros, e mais apaixonada ainda pela possibilidade de tocar pessoas com palavras.

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