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Literatura brasileira e o Direito: criatividade além da técnica.

Júlia Abrãp
Mar. 29 - 3 min read
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A importância da literatura para o bom direito, sim, a relação entre direito e literatura é complexa e multifacetada, e oferece uma perspectiva filosófica fascinante sobre como a linguagem e a narrativa são usadas para criar significado e moldar a compreensão do mundo.

 

Literatura é vida; e aqui, literatura brasileira é a vida deste texto. De forma concreta e comprovada, o hábito da leitura é saudável e vai além dos ganhos em escrita e articulação, a habilidade de se consumir literatura é algo benéfico que impacta na atuação do direito em si, e ser apresentado aos diversos universos de realidades, em especial a de um país miscigenado, muda a percepção do indivíduo e suas produções.

 

No cerne dessa discussão literato jurídica, existem os advogados - em sua expressa maioria- acostumados com a escrita padrão para formular suas petições e atas, formatação regulamentada, ofícios e despachos. A leitura e escrita técnica, extremamente necessárias para imposição de ordem, acabam trazendo uma limitação criativa ao indivíduo que as pratica, não atacando os modelos, mas sim a réplica quase automatizada e não raciocinada. Destaca-se aqui que pesquisas acadêmicas são capazes de apontar números e escalas para essa informação, porém, a própria atividade em si e uma breve reflexão do próprio leitor acerca do mundo contemporâneo é capaz de compreender a crítica de que existe uma camada espessa de réplicas e repetições de fala e textuais em todas as categorias.

 

Como mencionado acima, literatura brasileira é a vida deste texto justamente para ilustrar a beleza de produções textuais não jurídicas - sem apontamento de números - mas sim na base do argumento, apresentar a necessidade de exploração e aprofundamento na intersecção dessas áreas humanas. Nessa lógica, o direito pode ser analisado a partir de um ponto de vista literário, como uma narrativa construída ao longo do tempo e permeada de interpretações subjetivas.

 

 Senso criativo, capacidade de utilização e, talvez até mais importante, capacidade de interpretação de figuras de linguagem e assimilação de conteúdo, tornem esse escrito um apelo simples e Arthur Schopenhauer afirma: É fácil acrescentar algo ao que já foi inventado. E nisso a literatura surge como um expoente quase filosófico para produção de conteúdo jurídico.

 

Por fim, de maneira breve e na esperança de alguma sensibilidade, para àqueles que vivem do escrever e para escrever, estendendo para todas as classes que se identificarem, as diversas obras da literatura brasileira representam o “suco de Brasil” que os escritores, em especial para este caso, juristas de todas as formas, devem tomar. Talvez assim, as produções sejam mais táteis da realidade viva. É justo concluir, portanto, que a literatura aproxima da realidade do país, o leitor internaliza, e assim, nascem criações mais plurais para o direito rotineiro.

 

 



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