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Ensino a distância é bom, mas não chegou para substituir o presencial.

Ensino a distância é bom, mas não chegou para substituir o presencial.
Jo de Napole
ago. 9 - 2 min de leitura
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O ensino a distância no Brasil cresce ano após ano. Dados da  Associação Brasileira de Educação a Distância(ABED) mostram que de 2009 até 2018 mais de 9,3 milhões de brasileiros já se matricularam em algum curso EaD. O Censo da Educação Superior, feito pelo INEP, mostra também que, em 2018, 24,3% das mais de 8 milhões de matrículas no ensino superior foram em modalidades a distância, um crescimento de 182,5% desde 2008.

Que a educação a distancia vem ganhando cada vez mais espaço não podemos negar, mas substituir o modelo presencial não é o objetivo. As duas modalidades de ensino são complementares, e devem andar juntas para atingir o máximo de estudantes possível. É notável a diferença, por exemplo, na idade que o aluno conclui o curso. 23 anos na modalidade presencial e 30 anos na modalidade EaD.

A forma de estudar também é um fator grande a se considerar na hora da escolha. Enquanto o ensino presencial segue um modelo tradicional, com idas ao campus todos os dias e aulas em horários predeterminados, o aluno do EaD tem mais liberdade para fazer as aulas no dia que quiser, seguir a ordem que preferir. Não há problemas, por exemplo, se ele quiser terminar uma matéria inteira antes de começar a próxima, tampouco possui horário fixo para estudar as disciplinas. São características como essas que dividem o perfil do aluno de cada modalidade. Fazem EaD alunos que preferem ditar o próprio rítmo, ou os que não podem separar um horário do dia para ir a faculdade todos os dias. Sem contar que não há diferença no diploma ao terminar o curso.

O ensino a distância e o presencial não formam uma dicotomia. Muito pelo contrário, juntos eles podem democratizar mais ainda o ensino superior no país. Falta ainda mitigar o preconceito e fomentar o acesso. Se o ritmo de crescimento seguir assim, em pouco tempo será mais do que comum encontrar cada vez mais profissionais formados por ensino a distância. É uma corrida que, no final, fará com que todos no Brasil ganhem.

#ColunistaOficial


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