O ensino a dist芒ncia no Brasil cresce ano ap贸s ano. Dados da Associa莽茫o Brasileira de Educa莽茫o a Dist芒ncia(ABED) mostram que de 2009 at茅 2018 mais de 9,3 milh玫es de brasileiros j谩 se matricularam em algum curso EaD. O Censo da Educa莽茫o Superior, feito pelo INEP, mostra tamb茅m que, em 2018, 24,3% das mais de 8 milh玫es de matr铆culas no ensino superior foram em modalidades a dist芒ncia, um crescimento de 182,5% desde 2008.
Que a educa莽茫o a distancia vem ganhando cada vez mais espa莽o n茫o podemos negar, mas substituir o modelo presencial n茫o 茅 o objetivo. As duas modalidades de ensino s茫o complementares, e devem andar juntas para atingir o m谩ximo de estudantes poss铆vel. 脡 not谩vel a diferen莽a, por exemplo, na idade que o aluno conclui o curso. 23 anos na modalidade presencial e 30 anos na modalidade EaD.
A forma de estudar tamb茅m 茅 um fator grande a se considerar na hora da escolha. Enquanto o ensino presencial segue um modelo tradicional, com idas ao campus todos os dias e aulas em hor谩rios predeterminados, o aluno do EaD tem mais liberdade para fazer as aulas no dia que quiser, seguir a ordem que preferir. N茫o h谩 problemas, por exemplo, se ele quiser terminar uma mat茅ria inteira antes de come莽ar a pr贸xima, tampouco possui hor谩rio fixo para estudar as disciplinas. S茫o caracter铆sticas como essas que dividem o perfil do aluno de cada modalidade. Fazem EaD alunos que preferem ditar o pr贸prio r铆tmo, ou os que n茫o podem separar um hor谩rio do dia para ir a faculdade todos os dias. Sem contar que n茫o h谩 diferen莽a no diploma ao terminar o curso.
O ensino a dist芒ncia e o presencial n茫o formam uma dicotomia. Muito pelo contr谩rio, juntos eles podem democratizar mais ainda o ensino superior no pa铆s. Falta ainda mitigar o preconceito e fomentar o acesso. Se o ritmo de crescimento seguir assim, em pouco tempo ser谩 mais do que comum encontrar cada vez mais profissionais formados por ensino a dist芒ncia. 脡 uma corrida que, no final, far谩 com que todos no Brasil ganhem.
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