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É possível amar a televisão?

É possível amar a televisão?
Lucas Costa Souza
ago. 27 - 5 min de leitura
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Bom dia, tarde ou noite meus nobres confrades!

Hoje eu venho trazer para vocês uma proposta um pouco diferente dos conteúdos que publico. Ao invés de apresentar o conteúdo de maneira expositiva, gostaria de iniciar um debate. Debate este que teve início em meus trabalhos universitários. O tema é bem simples...

 

Afinal, é possível alguém amar a televisão?

O debate se concentra no livro "A Televisão Levado a Sério" [Editora do SENAC, 2000], sendo mais específico, na introdução cujo título é "À Guisa do prefácio".
Para ter acesso ao texto do autor, basta clicar aqui.

Livro escrito por Arlindo Ribeiro Machado Neto, um grande pesquisador brasileiro  com trabalhos primorosos efetuados no universo das imagens técnicas, setor que abrange diversas segmentações como fotografia, cinema e vídeo.

 

Sem mais delongas, compartilharei com vocês o ensaio que escrevi com as opiniões do meu grupo! :-)



Ensaio

                O autor explora o preconceito existente ao interpretar a televisão à luz dos demais meios culturais. É muito fácil declarar seu amor à arte, ao cinema, a literatura e tutti quanti, em contrapartida, não é tão fácil você declarar seu amor à televisão. Isto porque, ao fazê-lo, automaticamente sua imagem passa a ser associada à de um débil, desprovido de qualquer senso crítico ou racionalidade e completamente influenciado pelos meios de comunicação em massa. Este preceito se baseia na premissa de que a televisão é uma vilã e que nada pode agregar nas vidas pessoais senão o entretenimento vil e barato.

 

                Arlindo, nesta brilhante introdução, nos mostra que isto não é verdade. A televisão é uma excelente forma de disseminar informações e que possui um papel ímpar na cultura brasileira. Ela é um canal, e como canal, sua função é permitir que a comunicação seja efetuada. Sua responsabilidade nada se deve ao teor da comunicação. Você poderá através da televisão aprender sobre as ninharias do show-business ou sobre as últimas descobertas científicas em documentários especializados.

 

                De fato, dentro das emissoras há uma série de programações que nada agregam ao desenvolvimento intelectual. Dentre os programas, podemos citar o conhecido “Casos de Família”, estreado em 18 de maio de 2004 e exibido até os dias de hoje (22/08/2020). Não nos entenda errado, este programa possui a sua função, que é justamente esta: entreter. Não há absolutamente nada de errado com o entretenimento, além de ser saudável em diversos aspectos.

 

                Com efeito, ao identificar programações como esta, acende a referida discussão de que a televisão não é nada mais do que um meio de entretenimento de massas. Este argumento se baseia, quase sempre, em uma espécie de preconceito velado.  Primeiro, não é verdade que a televisão apresente apenas conteúdos fúteis de entretenimento ou de notícias que não agregam nada ao conhecimento, vide os documentários presentes em inúmeros canais. Segundo, se um determinado crítico acusa a televisão de ser apenas um meio de dominação das massas, deveria este mesmo crítico efetuar uma autoanálise. Será que ele de fato permitiu fazer uma pesquisa aprofundada sobre os nichos de público-alvo das emissoras ou apenas procurou nos canais que mais lhe interessavam, sendo assim, ele próprio um escravo do entretenimento?

 

                Do entretenimento mais barato aos debates presidenciais, fato é que a televisão abrange uma gama imensa de conteúdo. Não podemos nos esquecer de programas essenciais para a disseminação do conteúdo jornalístico, como o programa “Roda Viva”, exibido primeiramente em 29 de setembro de 1986, presente até os dias de hoje.

 

                Arlindo nos revela acreditar que este preconceito – como a maioria deles – reside na falta de conhecimento do público e até por profissionais do setor. O autor nos conta que para um profissional de cinema se formar, é necessário que ele conheça os trabalhos dos principais autores da linguagem cinematográfica. Com a televisão, ele nos revela que não ocorre o mesmo, pois não havia um trabalho anterior que catalogasse a história deste meio.

 

                Tanto no meio televisivo como fora dela, haverá conteúdo de qualidade e conteúdo que pouco agrega à vida pessoal. Ela é um meio de comunicação, e a comunicação, por si mesma, é algo demasiado complexo. Como afirma precisamente o autor Julian Treasure, a voz é o som mais potente do mundo. A única capaz de começar uma guerra ou dizer “eu te amo”. Porém, isto não se reflete apenas a voz, mas se estende para qualquer outro canal de comunicação, como a própria televisão.  E assim como Arlindo, podemos considerar que a televisão é e será aquilo que fizermos dela.


 

E você? Acha que a televisão é uma vilã? Compartilhe sua opinião conosco e vamos enriquecer este debate!

 

#ColunistaOficialAU


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