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Desafios da mulher na tecnologia.

Desafios da mulher na tecnologia.

As mulheres ainda são minoria no setor de tecnologia, dados divulgados pela ONU Mulheres do ano de 2018 indicam que apenas 17% dos programadores do mundo são do sexo feminino.

A pouca mão de obra feminina no setor tecnológico se deve a uma questão cultural, pois desde cedo as meninas não são estimuladas a pensar racionalmente, tomar decisões. Enquanto os meninos ganham brinquedos mais desafiadores e são ensinados a arriscar sempre, as meninas ganham panelinhas, sonham em serem mães e são ensinadas a serem delicadas e bonitas. Desde então, elas não acreditam que matemática, tecnologia e programação são áreas que elas possam trabalhar.

O machismo também é um fator responsável pela pouca presença de mulheres no setor. Historicamente, mulheres como Kathleen Antonelli (uma das programadoras originais do Eniac, primeiro computador digital eletrônico), são desconhecidas. Já Steve Jobs e Bill Gates são nomes famosos.

De acordo com o estudo Gender Diversity in Silicon Valley nas empresas do Vale do Silício, que são símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos de TI (Tecnologia da Informação) são ocupados por mulheres.

No Brasil a realidade também não é animadora, dados divulgados pelo programa YouthSpark da Microsoft apontam que 18% dos graduados em ciência da computação e 25% dos empregados em áreas técnicas de tecnologia da informação (TI) são do sexo feminino.

Contudo, este cenário está em transformação. Nos últimos anos, a importância sobre o aprendizado de tecnologia tem ganhado maior notoriedade, especialmente a área programação, que está sendo vista como uma forma de empoderamento feminino. Isso tem possibilitado o advento de várias iniciativas que lutam para que haja mais mulheres trabalhando com tecnologia e desenvolvimento, e também se apropriando desse conhecimento.

Iniciativas que mostram que lugar de mulher é na tecnologia:

Women Up Games: organização que promove a inclusão de mulheres no mundo dos games através de palestras, eventos corporativos, campeonatos femininos e eventos de desenvolvimento de games.

PyLadies: O grupo é internacional e tem o objetivo de atrair mulheres para a área de TI através da linguagem de programação Python. A organização conta com 23 representantes em diversas cidades brasileiras que ministram cursos gratuitos de Python desde o básico até conteúdo mais avançado.

PrograMaria: realiza oficinas, eventos e cursos de formação técnica para mulheres que desejam iniciar no mundo da programação.
No ano passado, o Olhar Digital entrevistou as fundadoras do PrograMaria para a série “Mulheres na Tecnologia”. Confira: https://www.dailymotion.com/video/x6e454n

Mulheres na Computação: blog para compartilhar informações relacionadas à tecnologia e empreendedorismo feminino, além de oportunidades de vagas e cursos na área.

Momentos históricos das mulheres na tecnologia:

Marissa Ann Mayer (Wausau, 1975) é uma cientista da computação que formou-se, com honras, na Universidade de Stanford, com mestrado e doutorado em Ciências da Computação. Seu trabalho na área acadêmica resultou em várias patentes na área de inteligência artificial.

Entrou no Google em 1999 como funcionária nº20 e sendo a primeira mulher engenheira. No Google teve cargos chave nos principais serviços da compania, com destaque no time de Google AdWords, que é o coração financeiro da empresa, e por fim vice-presidente de serviços geográficos e locais.

Hoje é CEO e faz parte da diretoria do Yahoo! onde promoveu mudanças radicais em vários produtos e na compania, como a melhoria política de maternidade, e compra de diversas empresas como o Tumblr.

Foi diversas vezes presente em ranking de mulheres de negócios mais poderosas do mundo. Mesmo com o Yahoo! estando numa situação complicada entre os gigantes de tecnologia, Marissa é referência mundial em liderança e tecnologia.

Katie Bouman(West Lafayette, 1989) é PhD em Engenharia Elétrica e Ciência da Computação no Instituto, se formando no mesmo curso em 2013. Atualmente, Bouman é pós-doutoranda no Event Horizon Telescope.

Ela foi responsável por criar o algoritmo capaz de contabilizar todo o volume de dados obtidos pelos telescópios em 2019 .O algoritmo é chamado de CHIRP e foi capaz de combinar todas as imagens obtidas pelos oito telescópios ao redor do mundo (que, unidos, formam um telescópio virtual do tamanho da Terra) para a confecção do produto final. Katie Bouman é a primeira responsável a capturar a imagem de um buraco negro.

Comunidade do Estágio
Helen Karen Souza
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Helen, 21 anos, estudante de engenharia mecânica que gosta de cálculo, louca dos planejamentos, aprendiz de gaita, fã de cachorro, atleta de corrida... Nada mais sou que um ponto fora da curva. Gosto de tudo que é diferente e do que me desafia.

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