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Desafios da mulher na tecnologia.

Desafios da mulher na tecnologia.
Helen Karen Souza
set. 5 - 4 min de leitura
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As mulheres ainda são minoria no setor de tecnologia, dados divulgados pela ONU Mulheres do ano de 2018 indicam que apenas 17% dos programadores do mundo são do sexo feminino.

A pouca mão de obra feminina no setor tecnológico se deve a uma questão cultural, pois desde cedo as meninas não são estimuladas a pensar racionalmente, tomar decisões. Enquanto os meninos ganham brinquedos mais desafiadores e são ensinados a arriscar sempre, as meninas ganham panelinhas, sonham em serem mães e são ensinadas a serem delicadas e bonitas. Desde então, elas não acreditam que matemática, tecnologia e programação são áreas que elas possam trabalhar.

O machismo também é um fator responsável pela pouca presença de mulheres no setor. Historicamente, mulheres como Kathleen Antonelli (uma das programadoras originais do Eniac, primeiro computador digital eletrônico), são desconhecidas. Já Steve Jobs e Bill Gates são nomes famosos.

De acordo com o estudo Gender Diversity in Silicon Valley nas empresas do Vale do Silício, que são símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos de TI (Tecnologia da Informação) são ocupados por mulheres.

No Brasil a realidade também não é animadora, dados divulgados pelo programa YouthSpark da Microsoft apontam que 18% dos graduados em ciência da computação e 25% dos empregados em áreas técnicas de tecnologia da informação (TI) são do sexo feminino.

Contudo, este cenário está em transformação. Nos últimos anos, a importância sobre o aprendizado de tecnologia tem ganhado maior notoriedade, especialmente a área programação, que está sendo vista como uma forma de empoderamento feminino. Isso tem possibilitado o advento de várias iniciativas que lutam para que haja mais mulheres trabalhando com tecnologia e desenvolvimento, e também se apropriando desse conhecimento.

Iniciativas que mostram que lugar de mulher é na tecnologia:

Women Up Games: organização que promove a inclusão de mulheres no mundo dos games através de palestras, eventos corporativos, campeonatos femininos e eventos de desenvolvimento de games.

PyLadies: O grupo é internacional e tem o objetivo de atrair mulheres para a área de TI através da linguagem de programação Python. A organização conta com 23 representantes em diversas cidades brasileiras que ministram cursos gratuitos de Python desde o básico até conteúdo mais avançado.

PrograMaria: realiza oficinas, eventos e cursos de formação técnica para mulheres que desejam iniciar no mundo da programação.
No ano passado, o Olhar Digital entrevistou as fundadoras do PrograMaria para a série “Mulheres na Tecnologia”. Confira: https://www.dailymotion.com/video/x6e454n

Mulheres na Computação: blog para compartilhar informações relacionadas à tecnologia e empreendedorismo feminino, além de oportunidades de vagas e cursos na área.

Momentos históricos das mulheres na tecnologia:

Marissa Ann Mayer (Wausau, 1975) é uma cientista da computação que formou-se, com honras, na Universidade de Stanford, com mestrado e doutorado em Ciências da Computação. Seu trabalho na área acadêmica resultou em várias patentes na área de inteligência artificial.

Entrou no Google em 1999 como funcionária nº20 e sendo a primeira mulher engenheira. No Google teve cargos chave nos principais serviços da compania, com destaque no time de Google AdWords, que é o coração financeiro da empresa, e por fim vice-presidente de serviços geográficos e locais.

Hoje é CEO e faz parte da diretoria do Yahoo! onde promoveu mudanças radicais em vários produtos e na compania, como a melhoria política de maternidade, e compra de diversas empresas como o Tumblr.

Foi diversas vezes presente em ranking de mulheres de negócios mais poderosas do mundo. Mesmo com o Yahoo! estando numa situação complicada entre os gigantes de tecnologia, Marissa é referência mundial em liderança e tecnologia.

Katie Bouman(West Lafayette, 1989) é PhD em Engenharia Elétrica e Ciência da Computação no Instituto, se formando no mesmo curso em 2013. Atualmente, Bouman é pós-doutoranda no Event Horizon Telescope.

Ela foi responsável por criar o algoritmo capaz de contabilizar todo o volume de dados obtidos pelos telescópios em 2019 .O algoritmo é chamado de CHIRP e foi capaz de combinar todas as imagens obtidas pelos oito telescópios ao redor do mundo (que, unidos, formam um telescópio virtual do tamanho da Terra) para a confecção do produto final. Katie Bouman é a primeira responsável a capturar a imagem de um buraco negro.


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