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Como se encontrar na escrita: sensibilidade em forma de palavras

Como se encontrar na escrita: sensibilidade em forma de palavras
Mariana Fekete Oshima
dez. 28 - 3 min de leitura
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Poucas coisas são tão multifacetadas quanto o ato de escrever. Corriqueiro, pontiagudo, relaxante… há muitos adjetivos para descrever o que a escrita significa para cada um, e sem dúvidas, na mesma medida em que pode ser uma tarefa dificílima - afinal demanda muito esforço, disciplina e certa técnica - há de se ter também muita sensibilidade.

É o que defende a jornalista e escritora Ana Holanda no livro Como se encontrar na escrita.

Em um texto que mescla sua experiência pessoal com a escrita por mais de duas décadas e dicas preciosas de como colocar a chamada escrita afetuosa em prática, Ana conta com ternura como o ato de colocar os sentimentos no papel pode transformar vidas através das palavras.

 

O QUE IMPORTA É O AFETO

Em um mundo em que tudo é delimitado por regras, prazos e números, deixar o afeto falar mais alto e colocar sentimento em um texto invés de somente enchê-lo de dados e palavras rebuscadas é um desafio enorme, mas também um verdadeiro encontro com si mesmo e com o outro.

Partindo do princípio que um texto, independente do tópico que esteja abordando, deve permanecer no outro e marcá-lo através da emoção, escrever com a alma é mais que uma necessidade, mas um chamado que precisa brotar de dentro e não pode jamais ser mascarado.

Dentre as dicas dadas por Ana durante o livro, estão a importância de se estar atento aos acontecimentos ao redor, como prestar atenção nas pessoas no caminho até o trabalho, o canto do pássaro que pousa na janela de casa, a letra da música desconhecida que toca no rádio… tudo conta uma história, e é a partir desses olhares para as coisas que a primeira vista podem parecer banais, que a escrita afetuosa passa a nascer dentro de nós.

Olhar o outro com igualdade e principalmente, colocar-se no lugar dele, seja na vida ou no texto, é o verdadeiro caminho para o afeto nas palavras

Ainda que a escrita afetuosa não vá de encontro às regras do jornalismo tradicional ou da composição de um TCC, por exemplo, ela pode e deve ser parte de nossas vidas, pois mesmo que não venha a ser um ganha-pão, exercitar o escrever com alma, é algo que vai muito além do trabalho, pois transforma nosso olhar para o mundo, nos faz ter mais empatia, e acima de tudo, nos condiciona a tentar fazer a diferença, e ao contrário do que muitos pensam, não está relacionada a “nascer com talento”, tampouco limitada a uns poucos sortudos, mas encontra-se ao alcance de qualquer um, e é isso que a torna tão humana.

Cada um de nós possui uma experiência de vida, um jeito de enxergar as coisas, logo, uma contribuição única para o mundo,  seja na composição de um romance, de um texto para blog ou de um post no Instagram, a escrita e o afeto são para todos.

E você, já colocou seus sentimentos no papel hoje?

 

 


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