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Carta aberta Megan Thee Stallion parte II

Carta aberta Megan Thee Stallion parte II

Se usamos roupas apertadas, nossas curvas viram o tópico de conversas não apenas nas redes sociais, mas também nos ambientes de trabalho. O fato que Serena Williams, a maior atleta de qualquer esporte na história, teve de se defender por usar um maiô no French Open de 2018 é prova positiva de quão mal orientada é a obsessão pelo corpo das mulheres Negras.

Eu saberia. Eu já recebi um bom bocado de atenção pela aparência além do meu talento. Eu escolho minhas próprias roupas. Deixe eu repetir: eu escolho o que eu uso, não porque eu estou tentando apelar aos homens, mas porque eu estou mostrando orgulho da minha aparência, e uma imagem corporal positiva é central a quem eu sou como mulher e artista. Eu valorizo elogios de mulheres muito mais do que de homens. Mas os comentários sobre como eu escolho me apresentar frequentemente são cheios de julgamento e cruéis, com muitos assumindo que eu estou me vestindo e me apresentando para o olhar masculino. Quando nós mulheres escolhemos capitalizar sobre nossa sexualidade, para recuperar o nosso PRÓPRIO poder, como eu fiz, nós somos difamadas e desrespeitadas.

Em toda indústria, as mulheres são jogadas umas contra as outras, mas especialmente no Hip Hop, onde parece que o ecossistema dominado por homens só pode lidar com uma rapper mulher por vez. Incontáveis vezes, as pessoas já tentaram me jogar contra a Nicki Minaj e a Cardi B, duas incríveis artistas e mulheres fortes. Eu não sou ‘a nova’ ninguém; todas somos únicas de nossos próprios jeitos.

Não seria legal se garotas Negras não fossem inundadas com comentários negativos, sexistas sobre mulheres Negras? Se ao invés disso elas ouvissem sobre as muitas coisas importantes que alcançamos? Foi preciso um grande filme, ‘Estrelas Além do Tempo’, para introduzir o mundo à matemática de pesquisa da NASA Katherine Johnson. Eu gostaria de ter aprendido na escola sobre essa história, bem como sobre outras conquistas mais terrenas: que Alice H. Parker patenteou o primeiro forno doméstico, ou que Marie Van Brittan Brown criou o primeiro sistema de segurança para casas. Ou que as mulheres Negras, tão frequentemente nas sombras de tais conquistas, na verdade empoderaram o movimento de direitos civis. É importante notar que seis das estudantes Little Rock Nine cuja bravura em 1957 levou à integração escolar eram garotas Negras. E que Rosa Parks mostrou uma bravura incrível quando se recusou a ir para a “seção de cor”. Eu queria que toda pequena garota Negra aprendesse que o Black Lives Matter foi co-fundado por Patrisse Cullors, Alicia Garza e Opal Tometi.

Andando no caminho aberto por lendas como Shirley Chisholm, Loretta Lynch, a deputada Maxine Waters e a primeira mulher Negra a ser eleita para o Senado dos EUA, Carol Moseley Braun, minha esperança é que a candidatura para vice-presidente de Kamala Harris vá se transformar em uma era em que as mulheres Negras em 2020 não estão mais ‘fazendo história’ por conquistar coisas que deveriam ter sido conquistadas décadas atrás.

Mas isso vai levar tempo, e mulheres Negras não são ingênuas. Nós sabemos que depois que o último voto for feito e que a votação for contada, nós provavelmente voltaremos a lutar por nós mesmas. Porque pelo menos por enquanto, é tudo que temos.

 

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Comunidade do Estágio
Thais Alves
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Colunista Oficial Apaixonada pelo universo da Administração, quero fazer do mundo um lugar melhor para se viver, estou sempre disposto a ajudar as pessoas e deixar minha marquinha no mundo, otimista de plantão que encara obstáculos como desafios.

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