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Bullying e a importância em você ser você

Bullying e a importância em você ser você
Marina Vale
set. 27 - 6 min de leitura
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Uma das muitas consequências que o bullying pode causar é abalar sua auto confiança. E mesmo depois que tudo isso passa, é sempre válido lembrar que é importante você ser você.

Durante a infância e adolescência, implicavam muito comigo em relação a minha aparência e comportamento dentro e fora da escola. Se identificou? Pois é. Isso acontece bem mais do que você imagina.

“A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – PeNSE, em sua terceira edição, apontou que a metade dos alunos entrevistados (46,6%) diz que já sofreu algum tipo de bullying e se sentiu humilhado por colegas da escola. O estudo que abrangeu mais de 2 milhões de estudantes indica ainda que 7,4% desses alunos, o que equivale a 195 mil docentes, disseram que essa humilhação não é pontual e acontece com frequência.” (retirado do site Somos Par)

Como consequência isso gera uma insegurança tremenda em quem passa por isso. Às vezes a insegurança vai embora na infância, às vezes vai na adolescência, mas muitas vezes ela acompanha a gente por um bom tempo.

Quando alguém sofre algum tipo de bullying, a tendência é querer se tornar invisível, que ninguém note sua presença ou se lembre de sua existência. Isso faz com que a pessoa se transforme aos poucos.

Exemplo:

Vamos imaginar uma estudante do ensino médio chamada Ana. Ana usa roupas que muitos acham ser diferentes e chamativas demais. Faz penteados únicos, e usa acessórios que ninguém nunca viu iguais. Ana é extrovertida, fala alto, gosta de conversar com todo mundo. Ela é uma aluna que acaba chamando atenção mesmo sem ter essa intenção.

Alguns alunos começam a implicar com ela por isso. Ela é chamada de diversos apelidos cruéis e é deixada de lado por ser considerada diferente das outras pessoas. Não chamam Ana para as festas, ela não sabe quando vai ter algum evento especial na escola e todos os dias tem que lidar com as palavras maldosas que não quer e não merece ouvir.

Ana começa a usar menos acessórios e prende os cabelos em um rabo de cavalo para chamar menos atenção, fala mais baixo e para de conversar tanto quanto antes, mas não funciona. Os outros alunos continuam deixando bilhetes com mensagens dolorosas em seu material escolar, perguntam se os pais dela não tem vergonha por ela ser daquele jeito. Ana vai se sentindo cada vez pior. Não quer mais passar por isso. 

Então Ana guarda suas roupas “diferentes”, continua tentando ser o mais discreta possível e as implicâncias diminuem ou desaparecem, mas ela se sente péssima porque, no fundo, sabe que não está sendo ela mesma. Ela sente saudades de usar suas roupas coloridas, de colocar seu cabelo para o alto, de falar com todo mundo, de rir alto. Mas ainda não sabe como lidar com tudo isso.

Isso é apenas um exemplo. Muitos alunos conseguem passar por cima do bullying ou dessas implicâncias de escola, mas muitos não. Muitos alunos têm ajuda da família e dos professores, mas muitos não. E muitos nem compartilham essa experiência por se sentirem humilhados.

O que pode acontecer com Ana é guardar esse trauma dentro de si e isso afetar sua vida em muitas formas. Ela pode ter problemas em fazer amizades no futuro por ainda sentir a terrível insegurança que sentia na época de escola. Talvez ela tenha dificuldades em fazer apresentações ou participar de reuniões no trabalho por medo de ser humilhada como quando era mais nova.

O bullying deixa cicatrizes e traumas. E muitas vezes a pessoa precisa de apoio docente, familiar e profissional para conseguir a superação.

O que Ana não sabe é que ela é única. Ninguém é como ela, todo mundo é diferente. Não há nada de errado em suas roupas, seu cabelo, seus acessórios, seu jeito de agir. O jeito que ela se veste, fala ou anda fazem parte de quem ela é. Sendo ela mesma, Ana pode conquistar muito na vida acadêmica, pessoal e profissional.

Muita gente ainda está presa em suas inseguranças e traumas do passado. E não tem nada de errado nisso. Quando uma pessoa percebe um problema, ela tem duas opções: continuar fazendo nada ou tomar uma atitude para mudar a situação. Novamente cito a terapia.

Terapia é importante é pode salvar vidas.

O que Ana pode fazer são pequenos testes no cotidiano. Voltar com os acessórios, depois voltar com o cabelo, depois com as roupas, depois relembrando como ela rir alto, conversar com todo mundo… Talvez não seja um processo rápido, mas depois de dar o primeiro passo, fica bem mais fácil. Gradativamente ela vai descobrir mais sobre como mudou, como está agora, como se sente com essas mudanças que podem parecer pequenas para muitos. Ela vai descobrir que sua essência ainda está ali, que ela nunca deixou de ser ela. Ana é Ana e ninguém é igual a Ana.

  • Ok. Qual a importância disso?

Só você pode ser você e isso é um presente para o mundo! Sempre vemos por aí pessoas querendo se encaixar em moldes que não foram feitas para elas porque estão em busca de aceitação, porque têm medo de perder o emprego, porque não querem chamar atenção, porque têm medo de não conseguir amizades ou relacionamentos amorosos. Mas quando você abre sua mente para ser inteiramente você… Seu mundo muda.

Você não precisa ser arrogante, rude, ou se achar superior a todo mundo. Isso não é personalidade forte, hein! É falta de educação! Lembre sempre de gentileza e empatia. Então deixo aqui um recado muito importante:

                       Mantenha-se fiel a quem você é.

 

“E para o caso de não nos vermos mais, bom dia, boa tarde e boa noite!”

 


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