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Ansiedade em processos seletivos durante a Pandemia.

Ansiedade em processos seletivos durante a Pandemia.

Hoje eu recebi mais um não!

 

"Boa tarde Bruna, agradecemos a sua participação em nosso processo seletivo, mas infelizmente não iremos continuar com sua candidatura. Seu currículo ficará guardado em nosso banco de dados para futuras oportunidades, boa sorte!"

 

Primeiro, vamos falar um pouco de números:

  • Foram mais de 100 vagas (muito mais) cujo meu currículo foi encaminhado desde o desligamento do meu estágio em 03/2020 devido ao cenário atual.
  • Recebi contato e fui para a frente em mais de 15 processos seletivos, os que eu realmente fui chamada para as próximas etapas e tive contato direto com o recrutador.
  • Fiz pelo menos umas 8 entrevistas sem contar com as que são solicitadas gravações seguidas de anexação do vídeo.

-Recusei alguma? Sim (duas pra falar a verdade) . Logo no início, quase consegui um estágio super bacana na minha área, mas o deslocamento seguido do horário não negociável fizeram com que eu abdicasse da minha participação na etapa pós-entrevista com o recrutador.

Além disso, mais recentemente também tive que recusar uma vaga dos sonhos em uma Multinacional, a qual só faltava a entrevista com o Diretor. Isso se fez também pelo fato do deslocamento de quase 3 horas para ir e também no trajeto de volta.

 

Compartilhando os sentimentos:

    Eu fui e continuo sendo a "chata" que corre atrás do recrutador para saber mais sobre o processo seletivo. Não a que chega pedindo vaga, mas a que busca informações sobre datas, retornos, e feedbacks daqueles em que eu estou participando e me dedicando ao mesmo.

    A questão aqui não é falar sobre a lentidão dos processos seletivos, ou até mesmo a falta de retorno por parte de alguns recrutadores, softwares que mandam respostas automáticas, mas sobre os sentimentos gerados em consequência das expectativas criadas. 

    Foram muitas "quase" contratações que geraram um misto de sensações . A empolgação gerada por bolsa auxílio, match com a vaga lá em cima, empresa super bacana ou outros quesitos que elevaram as minhas expectativas lá no Everest (risos).

O que se pode levar de positivo nessas experiências?

*Gosto de enumerar sempre pra ficar bem didáticx :D

  1. Eu não me arrependi de ter participado de NENHUM processo seletivo: Todos eles me trouxeram algum aprendizado, desde a desenvoltura em entrevista, até as dinâmicas de grupo (online) mais complexas, que me acrescentaram muito.
  2.  Independente das situações, NÓS somos responsáveis por como isso irá nos afetar. Ficar triste em um primeiro momento em decorrência de uma experiência negativa é saudável, mas deixar isso te abale e afete de maneira que mude a visão sobre si, é se torturar de uma maneira que não te levará a lugar nenhum.
  3. Cobre o Feedback! Assim como muitas postagens que eu tenho visto de profissionais de RH no Linkedin, o Feedback é direito seu. Mas tome cuidado, peça-o de forma cortês e educada!
  4. Falando em educação, seja sempre MUITO educado. Se o recrutador disse que seu currículo continuará em seu banco de dados, isso não lhe garante uma futura vaga na empresa. Porém, existe a possibilidade SIM de você receber um futuro contato, ou até mesmo desse recrutador te indicar  para uma vaga semelhante. Já aconteceu comigo. Aliás, falta de educação não leva ninguém a lugar nenhum, não é mesmo?
  5. Não fuja do seu objetivo! Não ter retorno positivo sobre algumas situações faz você abrir-se à experiências que não tem nada a ver com a sua área. Eu não me refiro àqueles que estão necessitando de uma bolsa auxílio para suprir razões financeiras, mas aos que tem opção e acabam aceitando algo muito aquém de suas qualificações.

E por ultimo,

    6. A famosa Resiliência, meus Colegxs. Sempre iremos ter falhas e sucessos em determinadas partes de nossas vidas. Saber lidar com as dificuldades e aprender com as mesmas, é uma super oportunidade de crescer, vamos voar!!!

Ah!!! Só mais uma coisa, prometo fazer um post quando conseguir a minha querida vaga de estágio.

Até logo,

                                                                                            Colunista Bruna Carvalho Pinto.

 

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