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A Sociedade dos Poetas Mortos vive

A Sociedade dos Poetas Mortos vive

Sim. Precisamos falar sobre o filme Sociedade dos Poetas Mortos (1989) e o ensinamento que ele nos deixou até os dias de hoje. Se você nunca viu essa obra de arte, TÁ ESPERANDO O QUÊ? Mas, se já assistiu, tá preparadx para esse bate papo? Então bora!

O filme ocorre no ano de 1959, dentro de uma tradicional escola norte-americana apenas para garotos, a Academia Welton. Fundada a partir de quatro pilares principais, sendo eles tradição, honra, disciplina e excelência, a instituição visa formar grandes líderes em uma sociedade onde os pais obtinham grande (quando não total) influência sobre a escolha profissional de seus filhos.

Dentro desse contexto, um professor novato, John Keating, vai contra os ideais tradicionais da escola, que não valoriza expressões artísticas e nem incentiva a autonomia dos estudantes. Keating, ao contrário, instiga o pensamento crítico e liberdade de expressão dos jovens, ajudando-os a ver o mundo com outros olhos, onde vale a pena lutar por seus sonhos e paixões, vivendo o agora de forma independente - Carpe Diem

Em certo momento, um dos estudantes de Keating descobre que o professor havia sido ex-aluno da instituição e participara de um grupo intitulado "Sociedade dos Poetas Mortos". Ao explicar para os jovens alunos que se tratava de um clube de leitura de poesia, os meninos resolveram revivê-lo. Com isso, novos sentimentos, emoções, sonhos e desejos surgem na vida de cada um dos rapazes, fazendo assim com que conheçam novas partes de si mesmos. Após aulas inspiradoras, descobertas conflituosas e consequências inesperadas acerca dos personagens, ao final do filme se torna evidente uma das muitas mensagens projetadas: a admiração dos alunos para com o professor e o legado de ensinamento que perpetuará para sempre.

Sociedade dos Poetas Mortos é um prato cheio de informações. É um filme clássico renomado, reconhecido e aclamado pela crítica cinematográfica. Mas, além disso, é citado e lembrado até hoje por muitos profissionais da educação e é até mesmo utilizado como projeto de estudo, seja para um TCC ou na redação do Enem. 

Existem alguns pontos principais do filme a serem abordados e é sobre eles que iremos falar agora. 

O poder da arte através do aprendizado contínuo é um dos temas mais notórios da obra. Inspirar a arte, seja ela qual for, possui um valor inestimável. É clichê, mas processos artísticos nos tiram da nossa zona de conforto e expandem nossos horizontes, sejam eles emocionais ou intelectuais. Ela nos permite ir e ver além. 

Outro ponto alto a ser comentado é a necessidade de quebrarmos padrões que, muitas vezes, nos são impostos, tanto pela sociedade, quanto pelas nossas famílias. No filme, o personagem Neil Perry sofre (o)pressão constante dos pais em relação à carreira que pretende seguir, o que causa uma grande tragédia. Precisamos estar constantemente atentos ao que é de nossa vontade e ao que já se tornou um comportamento automatizado e padronizado. E sim, a nossa família pode ser tóxica. Esteja ligado e se cuide sempre!

O terceiro e último ponto que quero abordar aqui é o papel que um professor/mestre/mentor desempenha. Atualmente, por mais desvalorizada que seja a profissão (principalmente no Brasil), o filme retrata perfeitamente o quão essencial e mágico é o poder de lecionar. Mais que um professor, John Keating se mostra amigo dos jovens alunos, incentivando-os a não se contentar apenas com o que a escola os ensina, mas fazendo com que tenham um pensamento autônomo e, mais ainda, sejam e estejam conscientes de seus próprios gostos, sentimentos e emoções. 

Por mais que tenham acontecido milhões de mudanças de 1989 para cá, é perceptível o quão atuais são e serão as questões apresentadas nesta obra cinematográfica. Apesar do nome, contraditoriamente Sociedade dos Poetas Mortos é intocável e permanecerá vivo por muito tempo. 

Oh captain! My captain!

Comunidade do Estágio
Adriane Barbosa
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Estudante de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, na UFRJ. Aspirante a artista, alegre e criativa, amo me comunicar e conhecer as pessoas. Sou autodidata e amo aprender de tudo um pouco.Arte é vida e eu vivo pelas conexões!

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