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A Pedagogia de Paulo Freire

A Pedagogia de Paulo Freire

Olá leitores, espero que esteja tudo bem. Hoje quero falar sobre um grande mestre e ícone da educação brasileira: Paulo Freire. Você certamente já ouviu falar nesse nome, ainda que não saiba sobre sua história, pois assim como existem muitos livros, estudos e abordagens metodológicas sobre ele, há também muitas críticas, conceitos distorcidos e discursos de ódio sobre o educador. 

Mas se você ainda não conhece Paulo Freire, deixe-me apresenta-lo: Recifense, nascido em 19 de setembro de 1921 e deixou esse Planeta Terra em 2 de maio de 1997 (eu eu aqui hoje, abril de 2021 estudando e falando sobre ele). Foi um grande estudioso, tendo sua formação acadêmica em direito e filosofia; considerado um dos pensadores mais críticos e notáveis da Pedagogia. Seu papel como Educador surgiu nos meados da década de 1950, quando ele criou o método de círculos culturais de estudo. A ideia proposta e inserida também nos anos 60 seria alfabetizar adultos do Nordeste Brasileiro, aonde aproximadamente 15 milhões de pessoas eram analfabetas na época. 

Freire visava a educação e alfabetização de adultos trabalhadores rurais, urbanos e  proletariados que não tiveram a oportunidade de estudar, o que ele particularmente chamava de "cultura do silêncio". Com mais de 15 anos de trabalho como educador, o grande mestre exerceu seu papel de forma eficaz e original. Ele se atentava para uma classe esquecida da população que naquele tempo, ninguém queria muito saber, afinal, sempre foi e sempre será interessante para o sistema mercadológico e antigamente pós colonialista, ter pessoas limitadas a ensino, educação, capacidade de raciocínio e pensamento crítico. Paulo Freire foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a pensar no sistema de educação como ensino mútuo, no qual o professor ensina e aprende, e não só como o ensino tradicional autoritário, como era no contexto histórico na década de sessenta.

Se você que está lendo esse artigo hoje, e já teve alguma aula na escola, faculdade ou em qualquer outro ambiente no qual as cadeiras estavam arrumadas em círculos; se  já teve aulas nesse cenário e com professores não só falando, mas também pedindo opinião e ouvindo os colegas de classe o tempo inteiro, saiba que tem um quê de Paulo Freire aí. Um autor que me daria margem para escrever vários artigos sobre, mas por hora, vou deixar algumas de suas obras, para quem for da área da educação ou simplesmente se interessou, pode ler que é agregador: Pedagogia do oprimido; Pedagogia como prática da liberdade; A importância do ato de ler; Pedagogia da esperança; Medo e esperança; Política e educação; Alfabetização: leitura do mundo.

Por hoje é só. Boa leitura! E como Paulo mesmo dizia:

"Não há saber mais, nem saber menos. Há saberes diferentes."

#beijosdaprofe #usemáscara 

Comunidade do Estágio
Ana Carla Gouveia
Ana Carla Gouveia Seguir

Administradora que estuda Pedagogia na UERJ. Aquela professora que é tia sim; conhecida por fazer mil coisas ao mesmo tempo... As vezes Carla, sempre Ana! ✅

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