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A pandemia nos força a inovar

A pandemia nos força a inovar

Durante a formação em cursos de gestão, todos em certo momento escutam sobre a famosa Estratégia do Oceano Azul (ou Blue Ocean Strategy) abordada no livro escrito por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, que busca explicar o sucesso de empresas como o Circque du Soleil e Starbucks. Diferenciar-se e fidelização de clientes sempre foram palavras de ordem na graduação, embora estas não tenham sido seguidas tão a risca no mundo real.

Com a chegada da pandemia observou-se empresas tradicionais - em especial, empresas varejistas - passando por grande dificuldade com a redução de vendas, e consequentemente, redução de receitas. O que se observou, principalmente nos primeiros meses da doença, foi a grande resistência do consumidor em sair de casa para comprar e um bom exemplo deste fenômeno foi a redução de 43% das vendas no setor varejista no dia dos namorados, em comparação com o ano passado (Fonte: Agência Brasil). 

Por outro lado, o segmento do varejo virtual, ou e-commerce tem ganho bastante força desde o início da pandemia, com aumento de 30%  nas compras feitas por usuários e  deliveries de comida (Fonte: Agência Brasil). Não é a toa que lojas como Amazon, Magazine Luiza e Americanas têm conseguido suportar os impactos causados pela pandemia.

Tais empresas conseguiram estabelecer, com um planejamento de médio-longo prazo um cenário de oceano azul para elas, em que a competição se tornou irrelevante, ou ao menos, com o menor impacto possível. Ambas as empresas possuem o seu market share neste novo mercado e não precisam ficar se digladiando para conseguirem sobreviver, diferente da Livraria Saraiva, que por exemplo, teve de fechar mais 11 lojas devido ao agravamento de sua saúde financeira desde o início da pandemia.

O que um jovem empreendedor e dono de startup precisa compreender hoje é que o mundo será alterado drasticamente após a pandemia e que nada mais será como era antes. Portanto, inovar torna-se cada vez mais necessário, e a palavra de ordem atual se chama: marketplace. Por que investir, neste momento, em lojas físicas se o consumidor está cada vez mais presente na internet? Por que não investir em marketing digital, construindo uma forte base nas redes sociais, para então migrar para o marketplace das redes sociais, como já é feito no Facebook, por exemplo? 

A internet não é mais o futuro, a internet já é o presente, e as empresas que melhor se adaptarem à ela, enxergando esse movimento migratório dos clientes para o mundo digital terão uma vantagem competitiva em relação as demais. Redução de custos e diferenciação, este é o principal pilar da estratégia do oceano azul. Porém como se diferenciar em um mercado virtual? Talvez oferecendo vouchers para futuras compras, ou então criando um sistema de pontos por compra, ou então o direito à entrega gratuita (como já fazem algumas empresas), mas estas são apenas sugestões e um assunto para uma próxima conversa.

O fato é que esse público, ávido por consumir não pode ser deixado de fora das receitas da empresa, pois como Darwin já dizia: "Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que se adapta melhor às mudanças". O cientista já avisava. W. Chan Kim e Renée Mauborgne também.

 

 

 

Comunidade do Estágio
Luiz Paulo de Lima Pacheco
Luiz Paulo de Lima Pacheco Seguir

Olá, me chamo Luiz! Sou aluno de Engenharia de Produção e adoro me informar sobre tecnologia (Indústria 4.0, Robótica, etc.) e sobre empreendedorismo/gestão. No meu tempo vago adoro ler livros e assistir seriados.

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