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A essência para o futuro

A essência para o futuro
William Barreto
ago. 23 - 6 min de leitura
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O que é o Ativismo Corporativo?

É quando uma marca se apropria de debates de temas públicos, que pode ou não estar relacionado com seu mercado, produto ou serviço, buscando a humanização das suas ações e, principalmente, a se importar sobre como a empresa é vista pelo consumidor.

Com essa definição procuro elucidar a temática por volta das mudanças climáticas e a importância de compreender bem sobre as pautas que estão sendo defendidas.

Países de todos os continentes do globo Terrestre tem vivenciado momentos intensos de catástrofes naturais acarretados pelas mudanças climáticas impulsionadas pelas atividades humanas. 

O que pensamos quando é citado pela mídia a sentença acima nua e crua? Não condiz com a realidade da qual se trata o assunto a ser dissertado? 

Invoco aqui então o leitor a parar, dar um passo para trás e refletir sobre o que pensa diante de tal assunto. E após, volte para a leitura e me ajude a desvendar quais são os reais fatores que estão nos levando para um abismo sem volta. 

“Nosso consumo de água diário está acabando com a água do planeta?” 

“A falta de energia é devido ao consumo exagerado da população?” 

“As ilhas de calor causadas em grandes metrópoles estão afetando o aquecimento global?” 

Poderíamos ficar nessa construção filosofal de reflexão constante pelos pensamentos impostos a nós tanto por propagandas marqueteiras para vender produtos e serviços mais sustentáveis, quanto pelo pseudo-outro lado da moeda como ONGs voltadas para a proteção ambiental. 

 

Vamos aumentar um pouco a dificuldade. 

Em toda causa tem um efeito, a partir disso tem o entendimento de que o aumento da população, a revolução industrial em 1750 que proporcionou diversas evoluções através da energia e dos mecanismos ali gerados, é importante parar e pensar, “o que esse aumento da geração de CO2 através da combustão gerou para o sistema intraplanetário e o que se espera do mesmo?” 

Caro leitor, meu objetivo com essas indagações jamais seria para confundir os seus pensamentos. O meu intuito é despertar a sua consciência sobre o momento atual vivido, peço que tenha paciência. 

A falta do auto esclarecimento da população ao redor da temática “Aquecimento Global” é uma tragédia gerada a partir da desinformação e falta de esforço por parte das academias e dos próprios Governos dos Estados. Que promovem a crença em partidos e bandeiras levantadas por todas as partes, como de cientistas, políticos, jornalistas e diversos outros geradores de informação e/ou opinião. 

Esse tipo de atitude por parte da sociedade, mesmo que involuntária, abrange todas as suas classes nela inserida. Criando assim um consenso comum por uma fatia considerável da população, que pode ter tido acesso a uma formação mais refinada ou não. 

O embate ideológico abordado neste tema atualmente se retrata por fatores extremamente políticos e privados por parte de ambos os lados, divididos por, “Aquecimentistas” x “Ecocéticos”. Que ao defenderem seus ideais, “aumentam” os fatos ou os negligenciam. 

Diante de tanta adversidade explicita, é difícil acreditar que algo tão utópico quanto o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), trata do assunto de mudanças climáticas não somente como um problema de sustentabilidade, mas sim de equidade. O que ele não fala e parece omitir é que a sua própria organização política de tratar o assunto, resumindo trabalhos científicos e dizendo o que pode ou não ser considerado, sem um teor crítico de fato, enfatiza o significado desta organização. 

Porém é compreensível em parte que os assuntos não sejam tratados a “gritos” e sim através da conscientização, essa indubitavelmente é o melhor método para se tratar de um assunto tão delicado e que depende de tantos fatores, assim como os ODS (Objetivos de desenvolvimento sustentável) que a Agenda 2030 da própria ONU também aborda. Que por sua vez tem ligação direta com atitudes tomadas por representantes de seus países, principalmente os menos desenvolvidos, com causas mais justificáveis para o não cumprimento das tomadas de decisão impostas pela AR5 (Synthesis Report: Climate Change  2014). 

Há uma cooperação mundial diante do atual momento vivido, de uma maneira que segue os ideais do capital, mas que ao mesmo tempo, também promove a melhora na qualidade de vida. Através do total engajamento de todas as nações, independentemente de seu viés político, não se deixam enganar mesmo com a tentativa de ofuscações e minimizações da triste realidade enfrentada. 

Por tanto, há esperança para um futuro melhor, os historiadores não deixam os momentos morrerem, e graças. Devido a esse registro podemos refletir o passado, o presente e idealizarmos nosso futuro. Que segundo os dados mostrados ao decorrer dos tempos e nossa própria sensação de mundo nos diz. Vivemos em uma época de ouro, onde as liberdades e confortos são mais, mesmo que infelizmente não para todos. Eu acredito na conscientização e equidade que a humanidade um dia chegará. 

“Mas como transformar a realidade massiva em uma realidade regenerativa?” 

 

O mercado em busca de um capitalismo sustentável, incorpora a produção focada em fazer melhor uso dos recursos naturais através de novos modelos de negócios e da otimização dos processos fabris com menor dependência de matéria-prima, priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis se associando assim ao desenvolvimento econômico responsável.

Há a necessidade não somente da recirculação de materiais capazes de serem reaproveitados, mas que sejam regenerativos por concepção. Respeitando as extremidades do teto ecológico (onde acima está a degradação planetária crítica) e o alicerce social (onde abaixo está a privação humana crítica), juntos sustentam o espaço seguro e justo para a humanidade e a economia regenerativa e distributiva. Entre essas duas extremidades está o próprio Donut de Kate Raworth, o espaço onde podemos atender às necessidades de todos dentro dos meios do planeta. 


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