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A ascensão da China e como isso pode te impactar no mercado de trabalho

A ascensão da China e como isso pode te impactar no mercado de trabalho
Beatriz Waehneldt da Silva
abr. 30 - 5 min de leitura
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Olá SuperEstags! O post de hoje é um pouco diferente do conteúdo que vocês costumam encontrar nessa comunidade… Porém, o tema é extremamente importante para todos aqueles que estão procurando se inserir no mercado de trabalho ou estão buscando se manter atualizados e informados sobre a situação global (que acaba influenciando o mercado de trabalho, de uma forma ou de outra).

A grande ascensão da China no sistema internacional é um fenômeno impressionante que está ocorrendo no século XXI. O país, em poucos anos, tornou-se uma potência econômica e militar, desafiando diversos países, como por exemplo, os Estados Unidos, que hoje perde seu papel de hegemonia, tornando-se um dos maiores atores globais.

Seu crescimento, na segunda metade do século XX, foi fortemente baseado em um modelo de economia voltado para exportação. Isso ocorreu porque a China, por ser o país mais populoso do mundo, possuía uma grande quantidade de mão de obra especializada e barata que produzia, em larga escala, determinados produtos voltados para as massas.


Com a acumulação de capital, eles voltaram o investimento para a infraestrutura, tecnologia e inovação, tornando-se uma potência em diversas áreas, como por exemplo, a inteligência artificial, como no caso do TikTok. Pois é, essa plataforma que você, provavelmente, consome conteúdo - personalizado, especialmente para você, por um refinado algoritmo - diariamente e já se divertiu com os filtros diversos criados pela AI.

Como base para o seu desenvolvimento de mão de obra qualificada, a China investiu também na sua educação superior, fundando novas universidades e melhorando as que já existiam anteriormente. Além disso, ela tem buscado atrair estudantes e pesquisadores de todas as partes do mundo. Cada vez mais, o país tem oferecido bolsas de estudo e atraído estrangeiros para ajudarem em seu crescimento, tornando-se uma potência em educação superior.


Sim, a mão de obra deles cada vez mais está saindo da especializada para a extremamente qualificada. E, sim, essa é a sua chance de conseguir aquela bolsa de estudos top para realizar uma segunda graduação ou pós, principalmente nas áreas de tecnologia e afins. Pode ser até que seu grande sonho seja o sonho padrão de todo brasileiro (estudar/trabalhar na Europa ou EUA), mas já vou te avisando, a China oferece, muitas vezes, bolsas e salários muito melhores e mais qualificadas para nós estrangeiros, basta você pesquisar ;) .

Buscando fortalecer as suas relações com países estrangeiros, a China tem investido em diversos programas de parcerias e cooperação internacional, como o Belt and Road Initiative (BRI). Lançada por Xi Jinping em 2013, “A BRI configura-se como um programa transcontinental de política e investimento de longo prazo, que visa o desenvolvimento de infraestrutura e a aceleração da integração econômica dos países ao longo da histórica Rota da Seda” (MOFA, 2015).


Um dos exemplos de seus esforços para aumentar seu Soft Power na educação e cultura é o Instituto Confucius, que, no Rio de Janeiro, tem a sua sede no campus da PUC-Rio. O Confucius está localizado em diversos locais do planeta e é uma ótima oportunidade para você que quer conhecer melhor sobre a cultura chinesa ou busca algum curso de mandarim (também conhecida como a língua do futuro).


Por sua rápida ascensão, a China gerou diversas preocupações e desafios para o sistema internacional. Sendo acusados por diversas violações dos direitos humanos, adoção de práticas comerciais desleais e grande poluição, o país se torna, além de uma ameaça para as demais potência, uma fonte de aflição para as pequenas nações. Outro fator que se torna ameaçador são as tensões militares criadas com outros países da região.


De certa forma, essa influência chinesa internacional impacta diretamente nós brasileiros e o nosso mercado de trabalho. Cada vez mais empresas desse país estão buscando investir aqui e ter um maior controle do país com a maior biodiversidade do mundo e a maior floresta reguladora do clima global (a Amazônia).

Tendo em vista esses fatores, é necessário que as organizações internacionais procurem meios de lidar com o crescimento chinês de forma pacífica. E que nós, meros mortais estagiários, busquemos nos desenvolver para poder acompanhar o mercado, que está sofrendo grandes mudanças. Se eu fosse te dar uma dica, caro leitor, invista em algum curso de mandarim (nem que seja pelo Duolingo).

Além disso, é necessário o diálogo e cooperação entre os países, para que haja estabilidade na segurança da comunidade global. Os países e as instituições internacionais precisam garantir que a China continue a crescer, mas que isso ocorra de forma sustentável e responsável.




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