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A Arte da Guerra: o manual dos estrategistas

A Arte da Guerra: o manual dos estrategistas

No meio acadêmico e corporativo constantemente nos deparamos com indicações de leituras que prometem agregar algo em nossos estudos e na nossa trajetória profissional.

Aqueles que se encontram, principalmente, nas áreas de atuação que envolvem gestão e negócios, nas graduações das áreas de ciências sociais aplicadas (administração, direito, economia, ciências contábeis), que atuam como empresários, empreendedores, líderes de equipes de trabalho e até mesmo os que constantemente buscam se desenvolver nos aspectos profissionais e pessoais já ouviu pelo menos uma vez falar desse livro: A ARTE DA GUERRA, quem já pesquisou algo sobre ele já se deparou com algumas frases que o descrevem como: a bíblia da estratégia, o manual da estratégia ou o livro dos executivos.

Tendo como características principais: frases curtas, objetivas e verbos no imperativo, a Sun Tzu (principal nome citado como escritor original dos 13 capítulos da obra), aponta em seu conteúdo estratégias que devem ser adotadas com e entre os soldados antes, durante e depois da guerra.

Sun Tzu (544-496 a.C.) foi um general, estrategista de guerra e filósofo chinês, a quem é atribuída a obra “A Arte da Guerra”, um tratado filosófico-militar no qual reuniu estratégias e táticas militares para vencer o inimigo.

https://www.ebiografia.com/sun_tzu/

Pesquisas apontaram que a arte da guerra foi escrita durante o período dos Estados Combatentes (aproximadamente 481 – 221 a.C.) época calamitosa para a China Antiga, mesmo período em que surgiram várias escolas filosóficas, que tinham por objetivo auxiliar a sociedade a encontrar uma solução para esses conflitos e que buscavam um método que pudesse pôr novamente o mundo em ordem. Esse longo período histórico ficou conhecido como a época das “cem escolas de pensamentos” e tem suas raízes nos séculos 6 a.C. (BUENO, André. A arte da guerra: os treze capítulos originais, 2011. Adaptado.)

Ou seja, várias escolas filosóficas fizeram parte do período em que ele foi escrito, assim acredita se que a arte da guerra é uma síntese de várias linhas filosóficas diferentes, entre as principais estão: o confucionismo, o daoísmo, o moísmo e o legismo, por isso em alguns trechos da obra podemos perceber contrariedades a respeito do que tratado em capítulos anteriores e posteriores.


Ao concluir minha leitura percebi que o livro não trata somente de como desenvolver e aplicar estratégias na guerra e nos negócios, mas também de autoconhecimento, liderança, flexibilidade, entre outros pontos. Por isso, separei algumas frases do livro que observei a presença de menções subjetivas dessas habilidades, as soft skills, que atualmente são as mais valorizadas no mercado de trabalho.

- AUTOCONHECIMENTO:

Conheça a si mesmo e ao seu inimigo e, em cem batalhas, você nunca correrá perigo.                                                                                                                           Conheça a si mesmo, mas desconheça seu inimigo, e suas chances de ganhar e perder são iguais.

Desconheça a si mesmo e ao inimigo e você sempre correrá perigo. (pág. 37)

Ser invencível significa conhecer a si mesmo, ser vulnerável significa conhecer o outro.                                                                                                                                   Por essas razões, um guerreiro pode ser invencível, mas não pode tornar o inimigo vulnerável. (pág. 41)

Quem conhece a si mesmo e conhece o inimigo, pode garantir vitória; quem conhece o tempo e o terreno, a alcançará de modo absoluto. (pág. 82)

- FLEXIBILIDADE.:

Por essas razões, pode-se dizer que quem alcança a vitória se adaptando às circunstâncias é alguém genial. (pág. 56)

O sucesso em administrar as tensões está na adaptação constante. (pág. 88)

- LIDERANÇA.:

A liderança deve conter sabedoria, sinceridade, humanismo, coragem e disciplina. (pág. 26)

Tornar um exército capaz de lutar contra o inimigo e não perder é uma questão de método.  (pág. 47)

Governar sobre muitos é o mesmo que sobre poucos: é uma questão de organização. (pág. 45)

Não te ponhas tão grande a ponto de ver os outros menores que você. (Frase de Confúcio no rodapé) (pág. 66)

Quando há muito murmúrio, ruminações e falta de disciplina, o general já perdeu a lealdade dos soldados. (pág. 74)

Quando as ordens dadas são claras e visam à instrução dos soldados, a tropa será obediente.                                                                                                            Quando as ordens são confiáveis e justas, elas serão cumpridas, estando o líder e a tropa em comum acordo.  (pág. 75)

- TRABALHO EM EQUIPE.:

Fortalecer suas equipes em todos os lados. (pág. 54)

Para que uma guerra seja bem-sucedida, obtenha cooperação do grupo, sejam um só. (pág. 88)

- PLANEJAMENTO.:

Quando o general não faz os devidos cálculos preparativos e se lança à batalha de modo imprevisível, a derrota será certa. (pág. 80)


Assim, podemos concluir que a arte da guerra é um livro que aborda os conceitos mais importantes para a vida pessoal e profissional desde o seu surgimento e extremamente adaptável, e importante, ao contexto organizacional e do mercado de trabalho atual.

E você, já leu a arte da guerra!? Comenta aqui pra gente ficar sabendo e fala também da sua opinião a respeito do livro, oks !?

Para quem ainda não leu – sem dúvidas, fica minha indicação – porém, assim como falaram para mim, aconselho a pesquisarem opiniões ou fazerem leituras sobre algo do livro – como esse post – para poderem adaptar as suas visões e experiências em relação as analogias presentes em todo livro e ter um melhor aproveitamento.

Cheers, e boa leitura!!! 💛

Comunidade do Estágio
Emanuely Alves
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Estudante, apaixonada por RH, tecnologia, design e pelo potencial humano criativo I Colunista Oficial 💡

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